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09 novembro 2010

De Volta à África

Abaixo estão os links para esta missão. por favor, conheça um pouco mais.


To the future! – Marcelo Quintela

Gente querida da Geração do Fim,

Quero atualizar a todos sobre o andamento da Missão PEQUENINOS NA NIGÉRIA. Por favor, parem um pouquinho para "ouvir"...

I - O que mais espanta

2010 está acabando e, pensando nos caminho do “Caminho” na Nigéria, chama atenção o fato de que se nós não estivéssemos fazendo o que estamos fazendo, ninguém estaria!

Ir ao campo foi como desvirginizar uma mata densa e desconhecida que, de tão alta, não permite qualquer vislumbre do que virá a frente. Com exceção da ONG inglesa, não há um apelo da sociedade por ajuda alguma. Quero dizer, como pode algo tão trágico ser também ainda tão inédito aos ouvidos e olhos de todos? Diferente da AIDS, dos refugiados, da desnutrição e do trabalho escravo, a estigmatização de crianças-bruxas ainda não é fonte de preocupação internacional quanto à África contemporânea. O mundo já sabe até do preconceito contra crianças albinas na Tanzânia, mas não sabe que mais de 10 mil outros pequeninos foram amarrados ás árvores ou chutados para fora das vilas até morrer! (Mesmo a igreja – que tem manifestado na última década especial atenção ao provimento de recursos para o esforço evangelístico dos países islamizados – mantém seus olhos fechados a um fenômeno de tamanha urgência nos campos do Senhor).

IIA UNICEF

Isso acontece apesar da UNICEF já ter publicado sua revisão de literatura e pesquisa de campo acerca do assunto, em Abril desse ano: http://www.unicef.org/wcaro/wcaro_children-accused-of-witchcraft-in-Africa.pdf . Ler esse artigo foi muito estranho... Eu havia estado lá, e tudo que eu lia confirmava exatamente nossas observações e nossa teimosia acerca do fato de que o "fenômeno é recente e urbano" e diz respeito à ação mercantilista de "igrejas reavivalistas e sacerdotes pagãos". Tudo como a gente viu. A parceria do "mal" com o "bem"...Tudo como ninguém quer aceitar, escondendo-se da verdade de que isso não é cultural; isso é apocalíptico, e condiz com a nossa medievalidade pós-moderna. Ou vocês ignoram que esse mundo já acabou? "Tudo é névoa e confusão" - manifestou um antropólogo ao aportar nesse chão na década de 1920!

III - Que chão?

A UNICEF (2010) afirmou que o terreno das principais ocorrências, entre tantos, é exatamente onde estamos sediados: No estado de AKWA IBOM, sul da Nigéria, ex-colônia britânica na África Ocidental. A praga tem seus tentáculos espalhados e faz tempo que já alcançou o Congo (ex-francêsa) e Angola (ex-portuguesa). E ninguém duvide que, pela Graça de Deus, ainda aportaremos nesses lugares, perseguindo o inferno e perturbando o "mundo"! - em nome do Senhor.

IV - Como a Missão está caminhando Hoje?

Temos uma casa alugada na cidade de ORON, foco das maiores loucuras e lugar de onde saiu a maioria das 210 crianças recolhidas no orfanato.

O Jackson Samuel, nosso pedagogo infantil, cuida da casa e evangeliza escolas e famílias por toda a região. Ele distribui a nossa literatura mais importante por enquanto: JESUS AND THE CHILDREN. Sigo trabalhando com o livro que vai contar no Brasil o drama da bruxificação infantil. Ele está pronto para ser apresentado as principais editoras do país. E conclui o “O que fazer se seu filho for acusado de Bruxaria?”, que é um livro de 15 páginas, somente em inglês, voltado para os familiares de crianças acusados por autoridades religiosas (anexo).

Realizamos a viagem de mapeamento em Janeiro. Três de nós retornaram em Junho e fizeram a locação da casa, além de apoiar outros projetos cristãos, humanitários ou governamentais na região. Realizamos cruzadas de "prevenção" à Bruxaria (anexo); levamos medicamentos e dinheiro para medicamentos, roupas, Novos Testamentos que a ABBA PRESS nos presenteou para distribuir, falamos às rádios e aos jornais, reunimo-nos com autoridades políticas e evangélicas, gritamos em frente aos templos do Infanticídio, realizamos campanhas ecológicas, esportivas e resgate de crianças-reféns; pregamos em mercados, vilarejos (anexo), praias, igrejas, feiras, escolas e numa final de campeonato de futebol para 3 mil espectadores, salvamos um pequeno do facão que já se erguia contra ele (sei que parece mentira... Paciência!). Agora, entretanto, considerando que os irmãos que lá deixamos tocando os projetos têm bastante vontade e garra, mas pouca liderança e iniciativa, precisamos voltar. Está tudo por fazer... Não dá mais p´ra não voltar!

V - MISSÃO "TO THE FUTURE!" - 12 de Novembro de 2010

Leonardo Rocha (foto), da base em Londres, montou um time de brasileiros que residem na Inglaterra (é mais econômico partir da Europa que do Brasil). Acompanharão o Leo, os amigos Leonardo Lepsch, fotográfo ítalo-brasileiro da primeira viagem; o Carlos, do "Caminho da Graça" em Londres, e agora, a Ayla.

VI - A PRIMEIRA MULHER NA EXPEDIÇÃO - Ayla Alves

Desde a convocação do Caio à viagem inaugural desse processo, muitas missionárias de coração se candidataram a participar. Contudo, apesar de entendidos como machistas por alguns, a recusa em receber mulheres não era nossa, e sim, da Embaixada, das autoridades locais e da ONG inglesa, que nos preveniram acerca de sequestros e desinstalação total.

Agora é diferente, graças a Deus. Temos nossa CASA DA CRIANÇA, com projetos internos, temos pastores amigos, autoridades conscientes e a simpatia do povo.

Agora, penso eu, a hora se faz propícia; visto que nas primeiras expedições o pouso precário no dia-a-dia e a incursão por uma "selva" hostil provavelmente fosse mesmo nos intranquilizar quanto alguma presença feminina entre nós. Sei que estamos nas mãos de Deus, mas nossa responsabilidade e bom-senso mínimo não se anulam por causa disso.

http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAM-vaoMP_C-xuJ8wCG07_5L_YvQznb7ORS1R8K_4jkpSZZGcQI2o9q2KMiD2KNcr6EjnqLzQMaV5lowUNF0JvC0Am1T1UDV17u2ydcWIxLMFHBngesO4BLY8.jpgVII - Quem é a Ayla?

Recebi ontem os dados dela. Está em Londres para melhorar seu inglês, é envolvida com projetos sociais desde sempre, morou em 27 cidades brasileiras (?!) e pertence à Comunidade Missionária Oriental de São Paulo e é solteira. Navegante diária da WWW.vemevetv.com.br - refúgio de muitos dispersos pelo mundo - nos procurou para incluir-se na Missão Pequeninos na Nigéria e não imaginava que o Leo já sabia em seu espírito que uma mulher apareceria agora para nos ajudar. Bom, caso a Ayla sobreviva, temos a porta aberta para todas as moças que Deus chamar... rs

VIII - Oremos...

Eles decolam direto para Lagos, sexta-feira próxima às 22 hs (20 hs em Brasilia) e retornam dia 20, às 11 da manhã de Londres. Ontem os avisei que não desprezemos o fato de que todos os dias que já passamos em solo africano foram sob o sentimento mais concreto de estarmos acompanhados de todos os queridos irmãos que se associaram ao Caminho em amor, intercessão e contribuição por essa Causa, que a gente não escolheu, sendo a ela simplesmente levados... pelo Vento!

O Vento sopra... Bem como todo aquele que é nascido de Deus.

E Deus tenha misericórdia de todos nós!

05/11/2010

Marcelo Quintela

WWW.caiofabio.net

WWW.caminhonacoes.com

07 outubro 2009

Palestra com Profissionais no Bairro São Jorge

No último sábado, por iniciativa da Missão Escola da Vida, vários profissionais se juntaram para palestrar para crianças e adolescentes do Bairro São Jorge em Uberlândia.

Através do rodízio de salas e profissionais, essas crianças puderam aprender um pouco mais sobre profissões e carreiras e claro, receberam a semente do sonho de se tornarem um profissional nesta vida.

Ainda teremos outras! Se Deus quiser.


E se você leu isso aqui e quer ajudar a Missão Escola da Vida, entre em contato comigo... escreva um comentário... sempre tem espaço pra ajudar mais um pouquinho.

CLIQUE AQUI PARA VER TODAS AS FOTOS

05 agosto 2009

Frase do dia

"Ora, ninguém que ande no Evangelho e segundo a mente de Cristo, terá qualquer sistema fechado; posto que somente em Jesus, o Cristo Eterno de Deus, é que todas as coisas têm sua síntese e convergência total."

Caio Fábio

29 julho 2009

Quintela em Uberlândia II

Ontem, Terça feira, tivemos um happy hour com o Quintela na casa do Wellington, mentor da Estação de Uberlândia do Caminho da Graça.

Pra variar, o Marcelo trouxe uma reflexão prazerosa e dolorosa... pois ao mesmo tempo que é bom ouvir coisas simples da parte de Deus, é também difícil de se digerir e ainda mais complicado de enfrentar o desafio.

Mas novamente, foi excelente!

Seguem algumas fotos. O restante você encontra clicando aqui!!!


27 julho 2009

Quintela em Uberlândia



Nosso grande amigo Quintela está em Uberlândia para um descanso. Mas ainda assim, achou espaço para nos visitar na reunião que acontece toda Quinta feira na Escola da Vida, ONG que o Caminho de Uberlândia está apoiando.

Abaixo uma pequena colagem de algumas fotos. Para ver todas, clique aqui

30 março 2009

Almoço na C.O.R.U.


Melhor do que criticar ou tecer um sem número de idéias sobre aquilo que a igreja deveria ser é fazer diferente. Não para ter autoridade, mas por simplesmente ser o mais óbvio a ser feito por qualquer um que chame a Jesus de Senhor e Salvador de sua vida.

Isto sim é um culto. Não desmereço os outros momentos, mas para mim, isto é real! É sua escolha fazer o que quiser, inclusive com o que você chama de culto. Para nós, um ótimo dia de culto foi dar de comer!

Através de uma "vaquinha" entre amigos, fizemos um churrasco de primeira para famílias de Catadores de Lixo da C.O.R.U. - Cooperativa dos recicladores de Uberlândia. E ainda sobrou muito, que vai dar de comer para muitos deles.

Nossa alegria não tem nome. Nosso amor tem.

E é no nome dEle esperamos nos converter todos os dias à verdade e á prática daquilo que Ele pregou.

Este foi só o primeiro!!!!


Veja todas as fotos neste link.

13 outubro 2008

Eu sou assim. Sem Culpas.

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.

Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas.

Também recebo afluentes e com eles me transformo. O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber.

O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.

Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis. Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.

Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só.

Eu sou assim. Sem culpas.

Padre Fábio de Melo

Salve Salve Pava

Armando o Próximo

Meus amigos que me lêem, se tenho algum medo sobre o movimento do Caminho da Graça, ei-lo:

A(r)mando ao próximo

Como bem sabemos, muitos são os modos de se armar ao próximo. Agora, no entanto, falarei sobre um tipo específico de armação, ocorrida especialmente em algumas comunidades cristãs ditas alternativas.
Em tempos de internet, aldeia global, tribalizações e afins, surgem as mais diferentes igrejas para os mais diferentes estilos. Cada uma delas, em geral, tentando abarcar parcelas da população que até então haviam sido deixadas de lado pelas igrejas tradicionais - ou, no mínimo, que sofriam algum tipo de discriminação ao tentar fazer parte da membresia.
Assim, com uma proposta inovadora, no sentido de abrir-se aos até então excluídos, muitas destas igrejas cresceram e se espalharam pelo país. Alicerçados sobre o princípio de não fazer acepção de pessoas, tais comunidades representaram um refúgio àqueles eternos “deslocados”, de modo que a forte identificação ocorrida entre eles resultou num maior fortalecimento e especificação do grupo enquanto tal.
No entanto, se, por um lado, tais comunidades se caracterizavam pela inclusividade ao voltarem-se para os excluídos, por outro, tornavam-se exclusivistas, priorizando “os excluídos” sobre os demais. Em outras palavras, todos e especialmente os “deslocados” eram bem-vindos. Até então, nada de mais, afinal, sempre que se elegem alguns aspectos, coisas ou pessoas, outros tantos aspectos, coisas ou pessoas ficam de fora.
Curiosamente, porém, pelo fato de algumas destas comunidades terem uma identidade tão específica, tão determinada, enfatizando tanto a não acepção daquele tipo específico de pessoas, um outro modo de exclusão começou a acontecer. Em lugar de se priorizar um tipo determinado de pessoas, acompanhando-as, cuidando-as, crescendo com elas, passou-se a priorizar o tipo determinado da pessoa. Ou seja, a pessoa seria acompanhada, cuidada e se cresceria com ela não por um tempo indefinido, mas somente pelo tempo em que ela permanecesse fiel ao estilo do grupo. A partir do momento em que ela começasse a mudar, a compreender as coisas de um outro modo, e, conseqüentemente, a agir de um outro modo, pronto, sua exclusão torna-se-ia apenas uma questão de tempo. Exclusão essa muitas vezes hipocritamente denominada “auto-exclusão”.
Comunidades assim dão provas de sua imaturidade e de sua estreiteza, reduzindo o Reino, que deve poder alcançar todas as pessoas - já que as boas-novas são para todos - , a um pequeno grupo de eleitos. Comunidades assim mostram como uma boa intenção inicial (incluir especificamente os excluídos) pode ter desdobramentos nefastos, excluindo aquele que não mais se entende como um excluído. Comunidades assim são incapazes de compreender a vida e o existir humanos como processo, como algo sempre em transformação, por grande ou pequena que seja.
O “diferente”, o “deslocado” que tantas vezes foi banido, deixado de lado, torna-se agora aquele que abandona, que voltas as costas àquele que ousa não ser mais igual a ele. No final das contas, a comunidade oriunda do sofrimento e da exclusão dos demais grupos acaba impingindo o mesmo sofrimento e exclusão que tanto condenou sobre todos aqueles que, por sorte ou azar, acabaram mudando. E se isso não é fazer acepção de pessoas, então eu já não sei mais o que é; se isso não é um triste modo de se armar ao próximo, então é melhor que nem se tente amá-lo.




Recebi por email sem o autor... por favor, o autor me perdoe... o crédito é todo seu!