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22 janeiro 2009

10 coisas que você aprende no Banco Imobiliário




Não é segredo para ninguém o quanto gosto de falar sobre finanças e dinheiro. Tenho entendido que só ganhar dinheiro não é e nunca será o suficiente para ter uma vida tranquila, você precisa aprender a administrar aquilo que ganha e aprender a poupar.

Hoje minha cunhada Raquel me enviou uma reportagem bem interessante sobre o Banco Imobiliário. Segue na íntegra.

*********

O Monopoly (que aqui se chamou Banco Imobiliário) é o jogo de tabuleiro mais vendido em todo o planeta. Patenteado em 1935, foi levantado pelo Guiness Book em 1999 que cerca de 500 milhões de pessoas já jogaram sua edição original.

Atualmente você pode escolher se quer brincar com a versão Turma da Mônica, Disney, Senhor dos Anéis, Beatles, entre outras. Só lamentamos que no Brasil nunca foi trazida a edição da revista MAD em que seu objetivo era perder todo o dinheiro e falir.

Você pode tirar algumas lições muito boas para sua vida pessoal e profissional ao brincar de Banco Imobiliário. Confira aqui, dez delas:

1. Sorte existe! Aproveite-a!
Conseguiu tirar duplo nos dados? Dispare pelo tabuleiro e adquira o máximo de propriedades possíveis. Na vida é assim também. Nos momentos de sorte tente capitalizar e crescer ao máximo. Aproveite esses momentos para expandir seus horizontes e aprender coisas novas.

2. Se você construir, eles virão
Ao jogar, de que adianta ter um monte de terrenos se você não coloca casas e hotéis neles? Vai tirar dinheiro de onde? Do salário mensal? Se você é daqueles que só guarda dinheiro, sem investir em nada, o que terá para o futuro? Você não vai vencer na vida, só passeando pelo tabuleiro. Só lembre-se que, ao contrário do jogo, na vida nem todos os investimentos dão dinheiro. Saiba escolher.

3. Negociar é tudo!
O jogo mostra muito seu poder de encantar seus adversários com propostas irrecusáveis antes de levá-los à bancarrota. Atitudes inflexíveis só vão lhe isolar e fazer com que as oportunidades não sejam apresentadas a você.

4. Às vezes é bom ir para a cadeia
Isso não significa ser desonesto. Ao ser preso no Monopoly você tem a chance de descansar um pouco, não pagar aluguel aos outros e ainda receber dinheiro por suas propriedades. No mundo real, às vezes é ideal sair do jogo por um momento, analisar os movimentos alheio e voltar fortalecido depois.

5. Tenha um dinheiro para emergências
Não saia gastando tudo de uma vez porque se você cair no hotel de um adversário, lá se vai tudo que construiu até o momento. Invista, cresça, mas lembre-se das marolinhas econômicas, e que existem mais emergências fora do Banco Imobiliário que dentro dele. É uma pena que a maior parte das empresas não pense assim e usam demissões em massa para cobrir seus rombos.

6. Segundo lugar em concurso de beleza paga pouco
Em uma das cartas de sorte de Monopoly você ganha uma ninharia por ter pego essa posição em um concurso. Lembre-se: qualquer um pode ser segundo. Lute para pegar a primeira colocação e ganhar mais.

7. Ninguém gosta de pagar imposto ou juros do cartão de crédito
Só que você tem que fazer isso. Está na regra do jogo e nas leis fora dele.

8. Esteja atento aos adversários
Saiba quanto cada um tem em dinheiro e o que eles estão procurando, senão você pode acabar ajudando-os e indo à falência rapidamente. No seu dia-a-dia, entenda o que seus parceiros, pares e concorrentes querem e veja bem se você não é uma pedra no sapato deles. Se for, fique esperto e monte uma estratégia vencedora.

9. A falência não é o fim do jogo
Perdeu no Jogo Imobiliário? É sempre fácil começar outra partida. Na vida, mesmo que percamos tudo, sempre temos a chance de recomeçar e alcançar o sucesso. O segredo é aprender com os erros.

10. Na vida, todos jogam Banco Imobiliário
E também jogam War, poker e truco. Se você só souber jogar xadrez, saberá muito de estratégia e pouco de malícia.

Texto de Cláudio Pucci no Terra

24 setembro 2008

Agora você vai entender a crise americana...

Paul comprou um apartamento no começo dos anos 90 por 300.000 dólares financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1milhão de dólares. Ai, um banco perguntou para o Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.

Com os 800.000 dólares Paul vendo que imóveis não paravam de valorizar comprou três casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença (400.000 dólares ) que Paul recebeu do banco ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) para ele, deu um carro (japonês)para cada filho e com o resto do dinheiro comprou TV de plasma de 63 polegadas, notebooks, cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito.
A esposa do Paul sentindo-se rica sentou o dedo no cartão de crédito.

Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez.

O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar
outras casas e revender com lucro. Fácil! Parecia fácil. Só que todo
mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.

Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa para vender como nunca. Paul foi aguentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das três casas que ele comprou como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, das cuecas, dos notebooks, da TV de plasma e do cartão de crédito.

Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as três casas mas ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das três casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul.

Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as três casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir...

Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseados nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó.

Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.

Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que despencou.
Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares que de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.

Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. E... Acabou.

Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem n o devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado.

O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão, sentimento, medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.

O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo, porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.

O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas.
até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns amanheceu na segunda feira última, quebrado, insolvente.

No domingo o FED de forma inédita fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por dois dólares por ação , há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos.

A bola da vez seria o Lehman Brothers,um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira.

O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.

Castilho

Finabank CCTVM

E hoje, dia 15 de Setembro de 2008, o Lehman Brothers pediu falencia, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 (quinhentos ) pontos no índice Dow Jones, que mede o valor ponderado das ações das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York -
a maior queda em um único dia, desde a quebra de 1929.

O dia de hoje, certamente, será lembrado para sempre na historia do
capitalismo.

Recebi por email

08 julho 2008

20 junho 2008

Posts interessantes sobre finanças


Selecionei abaixo alguns dos melhores posts que li nas últimas semanas sobre o tema dinheiro nos blogs que já anunciei aqui. Realmente são muito bons e valem totalmente a leitura.

Gostaria de fazer um mea culpa sobre o tema finanças. Cresci sem ouvir falar muito desse tema, exceto pelo fato de saber que eu tinha parentes muito ricos e outros muito pobres, os ricos tinham dado "sorte" e os pobres tinham dado um baita "azar". Havia também o que eu aprendia na igreja, algo como: "ser rico é errado! Eles gostam de dinheiro e servem a Mamom!"

Bom, nessas condições eu realmente não tinha muitas condições de aprender sobre dinheiro.

Após ouvir uma palestra do Ebenézer Bittecourt eu comecei a mudar alguns conceitos. Parti para aprender via literaturas e já li vários livros (que vc pode ver a avaliação clicando no link Ler Faz Bem). Hoje me sinto completamente tranquilo com relação ao tema, procuro aprender e ajudar aqueles que estão por perto e querem aprender.

Aprendi que ricos e pobres são conceitos... conheço pobres riquíssimos e ricos paupérrimos. Aprendi que saber finanças não significa se tornar um milionário, mas saber viver bem com aquilo que você ganha, ter planejamento para a posteridade. Algo como ter planejado viver 100 anos e aprender a viver como se fosse morrer amanhã.

Bom, mas sobre isso... a gente fala outra hora. Abaixo os posts selecionados nos ótimos: Quero Ficar Rico e Dinheirama:

Do blog Quero Ficar Rico:
Do blog Dinheirama:

Bom, por hoje é só pessoal.

11 junho 2008

Money Money Money


Educação financeira não é um assunto fácil e muito menos divertido. Principalmente porque vai totalmente contra a nossa cultura imediatista de Brasileiros.

Talvez a maior luta seja contra nós mesmos. É claro que o Governo e os Impostos não ajudam muito, mas mesmo assim, eles são fáceis de vencer se comparados com a nossa vontade própria.

Encontrei esta semana dois excelentes blogs sobre finanças e educação financeira.

Te aconselho a entrar e ler bastante! Leia o máximo que puder, não se preocupe de não ter nenhum centavo agora, o que importa é estar preparado para quando chegar o momento de investir.

E vc também pode descobrir que R$30,00 por mês é investimento! Não precisa ter R$3.000!!!

Bom, boa leitura:

Um blog feito por consultores financeiros que dá um monte de dicas legais sobre finanças e educação financeira. Muito bom mesmo.
http://queroficarrico.blogspot.com



O Dinheirama é um site sobre finanças pessoais e educação financeira mantido pelo consultor Conrado Navarro, que tem como objetivo fazer com que você administre melhor seu dinheiro e aumente o seu patrimônio líquido.
http://dinheirama.com

10 junho 2008

Mamãe, quando eu crescer vou ser CEO

Esta é a fábula de um alto executivo que, estressado, foi ao psiquiatra. Relatou ao médico o seu caso. O psiquiatra, experiente, logo diagnosticou:

- O sr. precisa se afastar por duas semanas de sua atividade profissional. O conveniente é que vá para o interior, se isole do dia-a-dia e busque algumas atividades que o relaxem.

Então o executivo procurou seguir as orientações... Munido de vários livros, CDs e laptop, mas sem o celular, partiu para a fazenda de um amigo.

Passados os dois primeiros dias, já havia lido dois livros e ouvido quase todos os CDs. Continuava inquieto. Pensou então que alguma atividade física seria um bom antídoto para a ansiedade que ainda o dominava. Chamou o administrador da fazenda e pediu para fazer algo. O administrador ficou pensativo, viu uma montanha de esterco que havia acabado de chegar e disse ao executivo:

- O sr. pode ir espalhando aquele esterco em toda aquela área que será preparada para o cultivo.

O administrador pensou consigo: "Ele deverá gastar uma semana com essa tarefa". Ledo engano. No dia seguinte, o executivo já tinha distribuído o esterco por toda a área. O administrador então lhe deu a seguinte tarefa: abater 500 galinhas com uma faca.

Essa foi fácil: em menos de 3 horas já estavam todas prontas para serem depenadas. Pediu logo uma nova tarefa. O administrador então lhe disse:

- Estamos iniciando a colheita de laranjas. Vá ao laranjal levando três cestos para distribuir as laranjas por tamanho: pequenas, médias e grandes.

No fim daquele primeiro dia o executivo não retornou. Preocupado, o administrador se dirigiu ao laranjal. Viu o executivo com uma laranja na mão, os cestos totalmente vazios, falando sozinho:

- Esta é grande. Não, é média. Ou será pequena? Esta é pequena. Não, é grande. Ou será média? Esta é média. Não, é pequena. Ou será grande?

Moral da história: Espalhar merda e cortar cabeças é fácil. O difícil é tomar decisões.

Thanks to Pavarini

28 abril 2008

Você está louco



Mais um que eu achei que era bom e é apenas razoável.

Na verdade, o livro começa muito bem até chegar um ponto que você vê que é só aquilo. Conta da forma de pensar do Semler e como ele tocou os negócios da família. Na verdade, o ponto alto para mim foi a parte em que ele mostrou como negociou empresas sem ter um tostão no bolso, achei realemente interessante, tanto pela coragem quanto pela didática.

Se não estiver fazendo nada mais interessante...

Sinopse

Ele delegou poder e se transformou num bem-sucedido empresário: concedeu horas livres para os funcionários e viu a fidelidade da equipe aumentar e o balanço da empresa crescer 27ao ano. É essa a história de sucesso que o empresário Ricardo Semler conta em Você está louco! - Uma vida administrada de outra forma. O executivo que inovou o universo da gestão empresarial com seus conceitos heterodoxos para o circunspecto círculo dos homens de negócio faz um balanço de sua vitoriosa carreira à frente da SEMCO S/A e conta um pouco da biografia de cidadão do mundo. Você está louco! - Uma vida administrada de outra forma apresenta as idéias deste homem de genuíno espírito empreendedor e tão cheio de talentos, que parece ter vivido várias vidas em uma só.

Os Segredos da Mente Milionária



Este foi um que imaginei que seria bom, mas não é. Pelo menos, não na minha opinião.

O que me irrita tanto neste livro quanto em tantos outros é a simples informação que basta mudar aqui e ali e o resto virá. Isso é balela! Quer ter alguma condição, então trabalha ué! Esses livros só servem para alimentar esse sonho (pesadelo) do brasileiro de ficar rico sem fazer esforço, mal sabem que uma frase usada por Shaka Kan era pra lá de certa: No pain, no Gain (sem dor, sem ganho).

Sinceramente, não recomendo. Só se você estiver mesmo à toa.

Sinopse

Se as suas finanças andam na corda bamba, talvez esteja na hora de você refletir sobre o que T. Harv Eker chama de "o seu modelo de dinheiro" - um conjunto de crenças que cada um de nós alimenta desde a infância e que molda o nosso destino financeiro, quase sempre nos levando para uma situação difícil. Neste livro, Eker mostra como substituir uma mentalidade destrutiva - que você talvez nem perceba que tem - pelos "arquivos de riqueza", 17 modos de pensar e agir que distinguem os ricos das demais pessoas. O autor também ensina um método eficiente de administrar o dinheiro. Você aprenderá a estabelecer sua remuneração pelos resultados que apresenta e não pelas horas que trabalha. Além disso, saberá como aumentar o seu patrimônio líquido - a verdadeira medida da riqueza. A idéia é fazer o seu dinheiro trabalhar para você tanto quanto você trabalha para ele. Para isso, é necessário poupar e investir em vez de gastar. "Enriquecer não diz respeito somente a ficar rico em termos financeiros", diz Eker. "É mais do que isso: trata-se da pessoa que você se torna para alcançar esse objetivo."

Os Axiomas de Zurique



Este livro me foi indicado pelo Lucas, que hoje está na Europa tentando ganhar dinheiro para se tornar um investidor. Também li numa sentada.

Os Axiomas é um livro para ser lido depois de você já ter algum conhecimento em outros livros de área de investimentos e finanças, até para você estar preparado para o que o autor vai falar para você.

Max Gunther é decendente de suíços e seu livro vem apresentar algumas das razões que fazem da Suíça, um país que não tem quase "nada" se tornar a excelência em serviços financeiros e outras produções. Max vai várias vezes contra o senso comum. Uma das mais interessantes é a seguinte:

- Todos dizem a você: não coloque todos os ovos no mesmo cesto, ou podem cair e todos se quebrarão. Divida os ovos e assim, se garanta.
- Max diz: coloque todos os ovos no mesmo cesto e então, cuide do cesto!

Bom, se você quiser ver uma prévia do que ele fala de investimentos, clique aqui.

O livro é muito bom, indico sem medo!


Sinopse

Os banqueiros suíços ensinam como ganhar dinheiro em qualquer lugar do mundo. Você será sempre bem-sucedido no mundo dos negócios se seguir as regras contidas neste livro.

Pai Rico, Pai Pobre



Aqui está a obra prima.

Devo muito à este livro. Foi o culminar de uma revolução de pensamento que mudou radicalmente a forma como eu conduzia a minha carreira profissional. Li em uma viagem para Araxá, estava a trabalho e de repente, foi uma grande pancada na cabeça, exatamente porque eu estava trabalhando e apesar de gratificante, eu sabia que enquanto continuasse ali, sempre ganharia boas quantias... porém, as ganharia para outros.

Pai Rico Pai Pobre será leitura obrigatória para meus filhos e já tive a oportunidade de indicá-lo para um sobrinho que gosto muito. Gostaria que o máximo de brasileiros lesse este livro para entender que a forma como somos criados é uma grande barreira ao nosso desenvolvimento, tanto pessoal quanto como povo.

Vejo o sonho de tanta gente em se tornar funcionário público (e por favor, não se ofenda você que quer construir uma carreira e se sente destinado à carreira pública) por simplesmente querer uma segurança de emprego. Isso é assassinato de idéias e pensamentos... é a promoção da mediocridade! É como preferir comer arroz o resto da vida por medo de passar alguma fome entre uma picanha, um chuchu e uma lazanha!

Vejo tanta gente se matando para entrar para a máquina do governo e tão poucos chegando mais cedo aos seus trabalhos e saindo mais tarde. Vejo poucas pessoas indo além do que se pede e mostrando que são dignas de aumento. Aliás, o que vejo é todos reclamarem que ganham mal e não fazem absolutamente nada para merecer mais ganho, como se só a aura e a simpatia já fossem mais do suficiente para a empresa ir aumentando seu salário... afinal, a empresa é que é a responsável por fazer de você um melhor profissional. Grande balela!

Enfim, frente a uma carreria na área de Marketing já bem determinada e segura, com promoções e ganhos a vista... dei um bico! Agora trabalho com representações e estou ensaiando pesquisas sobre comércio exterior. Até agora não tô ganhando nada, mas pelo menos estou explorando minhas oportunidades!!!

Esse livro é necessário. Não é a toa que tanta gente já leu.

Sinopse

O objetivo deste livro é o de partilhar percepções quanto à maneira como uma maior inteligência financeira pode ser empregada para resolver muitos dos problemas comuns da vida. Sem treinamento financeiro, freqüentemente recorremos a fórmulas padronizadas para levar a vida, como trabalhar com afinco, poupar, fazer empréstimos e pagar impostos demais. Segundo o autor, cada indivíduo tem o poder de determinar o destino do dinheiro que chega às mãos. A escolha é de cada um. A cada dia, a cada nota, decidimos ser rico, pobre ou classe média. Dividir este conhecimento com os filhos é a melhor maneira de prepará-los para o mundo que os aguarda. Ninguém mais os fará. Nosso futuro e o de nossos filhos serão determinados pelas escolhas que fazemos hoje, não amanhã.

Investimentos: Como administrar melhor seu dinheiro



Comprei este livro exatamente depois de ler o Casais Inteligentes que já postei aqui. A idéia era abrir ainda mais o leque de conhecimento sobre investimentos. Realmente, é um livro bom entretanto, com uma linguagem mais complicadinha que o Casais.

O que conta mesmo nesse livro é a abordagem bem ampla que o autor faz sobre todos os investimentos disponíveis no mercado e as comparações. Trata-se de um bom livro, mas se for escolher entre este e o Casais, escolha o Casais... compre este aqui quando estiver com tempo.

Informações:

Sinopse

De forma clara e didática, Mauro Halfeld faz uma revolução na maneira como os brasileiros administram seu dinheiro. Sem rodeios, ele aborda o melhor caminho para o orçamento pessoal, a compra de imóveis e os investimentos financeiros. Suas recomendações são práticas e certeiras. Aproveite!

Casais inteligentes enriquecem juntos


Cumprindo a promessa de postar os comentários dos livros li. Esta será uma série de livros na área de negócios que mudaram completamente a minha forma de pensar finanças. Esse foi o primeiro.

Acho que este é um daqueles livros essenciais, um desses que todo casal tem que ler. Sabemos que quando as finanças apertam em casa, a consequência é briga e mais briga. Agora, o que há de mais interessante neste livro é o fato de abrir de uma forma tão clara as opções que você possui para investir o seu dinheiro.

O fato de ter sido escrito por um jovem brasileiro contribui para uma abordagem mais real do nosso cotidiano. Aliás, o autor do livro "estourou" depois desta publicação, daí já vieram aquele monte de livro com nome parecido, mas na dúvida, fique com este mesmo.

Se você quer dar um presente para algum casal que conheça ou mesmo para seu casamento, namorou ou noivado, eis aqui um presentão.

Abaixo informações como de praxe.

Sinopse

Um dos maiores detonadores de brigas entre o casal são as dificuldades financeiras. Faltou dinheiro para pagar as contas? A culpa recai sobre o parceiro esbanjador, que não quer nem saber se havia saldo no banco na hora de fazer alguma compra. Sobrou dinheiro no fim do mês? Em vez de comemorar, o casal pode arranjar mais um motivo de discussão sobre como investir ou gastar aquela quantia. Para o autor, a causa desses desentendimentos é a falta de conversa em família sobre dinheiro. Em geral o casal só fala sobre o assunto quando a bomba já estourou. E, como não discute a questão a dois, a maioria não faz um orçamento, não guarda dinheiro para atingir suas metas (ou, pior ainda, cada um tem seu objetivo, que o outro não conhece), não tem planos para a manutenção de seu padrão de vida no futuro, toma decisões de compra sem refletir, investe mal o dinheiro que eles suaram tanto para ganhar... Tem jeito? Sim, é possível mudar esse quadro se houver vontade e compromisso do casal, seja qual for seu orçamento.

17 abril 2008

Empreendedores Brasileiros


Esse livro dá gosto!

Olha, inspirador é pouco para esta obra. Em meio a um Brasil de reclamões é tão consolador ler a história daqueles que nadaram contra a maré e construiram sonhos do nada.

Viaje no tempo e conheça a vida dos grandes homens que estão atrás destas empresas:

-Armazéns Martins
-Casa do Pão de Queijo
-4A
-ACECO
-Weg
-Natura
-Tecnisa
-Datasul
-Expand
-Klick Editora
-Zanthus
-SOS Mata Atlântica
-Localiza
-W/Brasil


Excelente leitura. Recomendo muito!


Sinopse:

O Brasil é, por excelência, o país do empreendedorismo. O grande sonho de milhões de brasileiros, não importando sexo, crença ou idade, é ser dono de seu próprio negócio, participar de um projeto, criar, empreender. É infindável a lista de nomes que poderíamos aqui relacionar de brasileiros que são um marco do empreendedorismo, pelo trabalho ímpar que realizaram para a criação de verdadeiros impérios econômicos ou pelo grande sucesso conquistado por sua ousadia, coragem e criatividade. Este livro vem trazer à tona um pouco dessa essência da "brasilidade", principalmente nestes tempos de dúvidas e incertezas. São apresentadas histórias de realização pessoal, em que o sucesso é a constante, mas como conseqüência de muita coragem, perseverança e trabalho duro.

Mudar e Vencer


Pra quem me conhece, ainda não sei porque li um livro com este título. Tenho horror a qualquer literatura de auto ajuda e etc. Mas como estava na biblioteca do escritório e eu estava a toa mesmo... mandei ver.

Não há nada muito interessante que eu já não tenha lido em outros livros. Voltado para a área comercial e administração.

É um livro ok. Nem bom, nem ruim.

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Sinopse:

Nem sempre é fácil promover mudanças tão radicais e duradouras, que exigem, antes de tudo, que a empresa e o indivíduo passem por um difícil processo de autoconhecimento e de estabelecimento de objetivos. Mas também não é tarefa impossível. Este é o tema do livro, que aborda todas as implicações do processo de mudança, tanto em âmbito empresarial quanto individual, apontando ainda caminhos para que as transformações se façam de maneira menos traumática. E, o que é mais importante, de forma permanente e continuada.

12 abril 2008

Sua carreira com Waldez Ludwig (2)


Como conversado ontem no nosso pequeno grupo aqui em casa, vai novamente o post do Waldez Ludwig falando sobre mercado de trabalho.

Digo e repito: É show!!!



Continuação Parte 2
Continuação Parte 3

O Link completo aqui: Waldez Ludwig

27 março 2008

Sua carreira com Waldez Ludwig



Entrevista excelente com o palestrante Waldez Ludwig sobre a forma como o mercado tem mudado e o que se espera de um profissional.

Coloco aqui apenas a primeira parte, os links logo abaixo direcionam você para as outras partes da matéria.

Pra mim o ponto alto é quando ele fala do profissional entender o seu valor. Há muito que vejo as pessoas reclamaram que ganham mal, mas nunca vi ninguém se perguntando o que poderia fazer para poder ganhar mais. O funcionário está viciado no aumento de salário... ninguém fala de aumento de produtividade. Isso vem da nossa formação e o Ludwig fala disso.




Continuação Parte 2
Continuação Parte 3

No Youtube você também encontra a entrevista dele no Jô. Também excelente.

Entrevista no Jô
Entrevista no Jô 2

24 março 2008

Mesmo com a crise, é hora de investir na bolsa de valores?


'É sempre hora de entrar na Bolsa'
JURANDIR MACEDO
PROFESSOR DE FINANÇAS PESSOAIS

Acho que para as pessoas que investem corretamente, em uma perspectiva de longo prazo e com investimentos constantes e diversificados é sempre hora de entrar na bolsa. Se, por um lado temos o risco de uma recessão, por outro um possível grau de investimento pode levar a significativas altas na cotação das ações. Pesquisas mostram que mesmo para aqueles que começaram a investir no topo de uma alta, se comprarem de forma constante, a expectativa de retorno é elevada.

'Desde que o percentual se pequeno'

FÁBIO COLOMBO
ADMINISTRADOR DE INVESTIMENTOS

O risco de investir na Bolsa de Valores agora é que ainda podemos ficar um bom tempo com as Bolsas em queda porque elas vêm com cinco anos de alta consecutiva, não só no Brasil mas no mundo inteiro. Então, é possível que tenhamos um período negativo mais duradouro. Os preços da Bolsa brasileira ainda estão altos, mas começaram a cair. Vale a pena investir na Bolsa neste momento desde que o percentual de aplicação seja pequeno e com visão de longo prazo.

18 março 2008

Max Gehringer na Revista Época

Tenho 26 anos, sou psicólogo, com mestrado completo e estou fazendo doutorado, além de ter vários outros cursos de especialização na área. Minha família acha que não preciso de tantos títulos, e que estou fugindo do mercado de trabalho. Não concordo, mas não sei mais que argumentos usar. – G.

Se você nunca trabalhou, essa bela coleção de títulos realmente não vai lhe garantir um primeiro emprego de altíssimo nível. Caso seja contratado por uma empresa, você começará mais ou menos por onde começaria se tivesse apenas concluído a graduação, devido a sua falta de experiência prática. Por outro lado, se você pretende ter um consultório particular, ou se vê a possibilidade de seguir uma carreira acadêmica, os títulos pesarão bem mais. Portanto, seus argumentos devem partir da seguinte pergunta: o que você de fato quer de sua vida profissional?

Recebi uma proposta para mudar de emprego, mas a maior parte de meu salário seria variável, dependendo do cumprimento de metas. Aparentemente, vou ganhar mais, mas estou em dúvida se vale a pena correr o risco. – Paula

Caso você mude, Paula, terá de reestruturar suas finanças domésticas. Hoje, você sabe quanto ganha e quanto gasta. Ao partir para um sistema de remuneração variável, você só saberá quanto ganhou quando o mês acabar. Portanto, já não seria ajuizado de sua parte comprar bens em prestações, por exemplo. Seu orçamento deverá ter como base apenas a parte fixa da remuneração. O segundo conselho que eu lhe daria é só mudar se a empresa for sólida e estiver atuando no mercado há, pelo menos, cinco anos.

Há oito meses fui transferido para outro Estado, mas meu salário não foi alterado, porque a empresa alega que a mudança é provisória, e não definitiva. – Marcos César

É o contrário, Marcos César. Quando a transferência é provisória, você tem direito a um pagamento suplementar, não inferior a 25% de seu salário, enquanto perdurar a situação. É o que dispõe a CLT em seu Artigo 469, Parágrafo 3o. Você não teria direito a esse adicional se a transferência fosse em caráter definitivo. Nesse caso, a empresa teria de reembolsar somente suas despesas de mudança e instalação.

Sou bonita e inteligente, e tenho opiniões firmes. Minha gerente me disse que sou provocante, e não sei se isso foi um elogio ou uma crítica. – CLB.

Depende. Se sua gerente estava se referindo apenas a sua beleza, foi um aviso. Se ela estava se referindo a sua inteligência, foi um incentivo. No primeiro caso, você gera distração no ambiente de trabalho. No segundo, cria situações estimulantes com suas opiniões. Nas empresas, há muitas mulheres bonitas e muitas mulheres inteligentes. As que reúnem as duas condições são mais raras, e normalmente disparam rapidamente na carreira. Se você não disparar, isso pode significar que sua auto-avaliação precisa ser revista.

No mercado de trabalho, o que vale mais? Um histórico de 25 anos ou o último emprego? – Fabio

O último emprego vale mais, infelizmente. Se, por exemplo, você já foi gerente, e hoje é assistente, é pouco provável que surjam boas oportunidades em nível gerencial. Do ponto de vista do mercado (por vezes, obtuso), o que você está ganhando é o que você vale.

13 março 2008

Importando daqui mesmo

Essa reportagem é mais uma prova das razões pelas quais o esporte nacional é reclamar. Enquanto todos reclamam da vida, os gringos aproveitam as oportunidades.

É claro que nosso governo estrangula né... mas nem isso é empecilho para empreendedores.

Olha só:

Após rodar o mundo, cachaça "fina" chega ao Brasil

JANAINA FIDALGO
daFolha de S.Paulo

A bebida é brasileiríssima, está sendo fabricada em Minas Gerais e leva o nome de uma praia carioca. As referências nacionais param por aí.

Leblon, cachaça que acaba de chegar ao mercado brasileiro, foi idealizada por um americano, Steve Luttmann, sua produção é supervisionada por um francês, o "master distiller" Gilles Merlet, e teve lançamento primeiro nos Estados Unidos e na Europa. Quase três anos depois, a bebida desembarca agora no país a um preço amargo: R$ 65 (750 ml).

"A cachaça foi bem recebida nos EUA, na Europa e na Ásia", diz Steve Luttmann, presidente da marca. "Achávamos que o mercado da bebida no Brasil já era enorme e bastante competitivo, mas percebemos que há um público que quer consumir uma cachaça mais elaborada. Queríamos que fossem atrás da nossa cachaça como se ela fosse um vinho fino."

Produzida em Patos de Minas (MG), a bebida, após ser fermentada e destilada, descansa em barricas de carvalho francês --já usadas para envelhecer conhaque-- por um período de seis meses.

"Não é para quem só bebe coisas simples no dia-a-dia", afirma Luttmann, ressaltando o caráter elitista da bebida.

No Brasil, a Leblon será vendida em restaurantes e "botecos de luxo" de São Paulo e do Rio.

Fonte: Folha

07 março 2008

Profissão: Investidor


Sem sair de casa, aplicador dedicado já consegue substituir salário por renda obtida no mercado financeiro


Que atire a primeira pedra quem nunca pensou em demitir o chefe, investir as economias e virar patrão de si próprio. Melhor ainda se não precisar empatar capital para abrir uma empresa, se não tiver que procurar clientes, ou se comprometer em pagar salários no final do mês.

Para alguns, esse sonho virou realidade. E não precisaram nem ao menos se afastar do conforto de suas casas, de preferência longe da selva urbana de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os investidores profissionais trabalham onde estiverem.

Há algum tempo, eles pertenciam a uma elite à qual poucos tinham acesso. Hoje, operar na Bolsa está ao alcance de qualquer pessoa. Basta ter um computador ligado à internet, uma conta no homebroker de uma corretora, algum talento, e uma parte do patrimônio acumulado de preferência aquela que não fará falta em caso de perda para arriscar.

É preciso também algumas horas de dedicação. Na realidade, muitas horas, segundo investidores que conseguiram fazer dos investimentos o seu ganha pão. A disponibilidade de tempo é fundamental para ler e interpretar notícias, analisar balanços, estudar gráficos, fazer muitas contas e tentar adivinhar o rumo que os investidores concorrentes vão seguir nas próximas horas.

Mas quanto capital próprio um investidor precisa ter acumulado para declarar a sua independência e viver de seus investimentos? Nas contas do economista José Carlos Luxo, do Laboratório de Finanças da FEA-USP, quem quiser mesmo esquecer qualquer tipo de trabalho e ganhar R$ 5.000 mensais sem risco teria hoje de ter R$ 1 milhão. Com esse patrimônio, pode levar o rendimento de 0,5% ao mês. "É o que os fundos de DI e renda fixa vão render no futuro", diz.

Mesmo para quem suporta assumir um risco maior, Luxo não recomenda investir mais de 50% em renda variável, deixando o restante na renda fixa para amortecer eventuais perdas na Bolsa. "O ideal seria poder pagar com o juro da renda fixa os gastos fixos, como condomínio e alimentação", diz. Segundo Luxo, com R$ 400 mil o investidor que quiser retirar R$ 5.000 mensais poderia também aplicar R$ 200 mil na Bolsa, diversificando bem os papéis escolhidos e adotando mecanismos de hedge (proteção) para travar eventuais perdas.

De sua casa no alto de Petrópolis (região serrana a 60 km do Rio), o investidor profissional Heitor Oliveira, 48, conta que costuma ficar plugado desde cedo na internet para fazer "day trades" (comprar e vender ações no mesmo dia) e acompanhar o noticiário de política, economia e das empresas listadas na Bolsa.

"Meu expediente começa no domingo à noite, quando abrem as Bolsas asiáticas. Me adaptei tanto que hoje é o meu ganha pão. Trabalho de chinelo, camiseta e bermuda. Não quero outro tipo de vida, apesar de ter que ficar quase o dia inteiro colado no PC homebroker, sites e jornais on-line. "Todo dia é dia de trabalho e todo dia também é de zoeira. O meu Carnaval só começou na Quarta-Feira de Cinzas (quando o mercado se acalmou). Estava desesperado no Carnaval (quando as Bolsas internacionais desabaram)", afirma Oliveira.

"Quem trabalha por conta própria costuma dedicar mais horas do que os assalariados. Eu não tenho hora para começar a trabalhar, mas desde a hora que acordo até dormir, estou lendo, analisando o mercado. Posso estar na beira da piscina tomando minha caipirinha, mas continuo pensando", conta Jonas Fagá, 39, outro investidor profissional do mercado.

Da piscina de seu sítio em Itapira (176 km de SP), Fagá concorda que não ter patrão, fazer seus próprios horários e ser um profissional independente tem muito apelo, especialmente para investidores mais jovens que ganharam dinheiro fácil na Bolsa nos últimos anos e nunca viram uma crise séria nos mercados.

"Essa coisa de não ter patrão, de ser independente, tem muito apelo na nossa época. Está cada vez mais difícil obter um bom emprego. Buscar isso é válido, mas não existe almoço grátis. A coisa é vendida como se fosse fácil. Não é", alerta.

Fagá largou a faculdade de comunicação para montar uma agência de propaganda, onde trabalhou durante dez anos. Saiu para abrir uma gravadora. Tentou ser assalariado numa empresa de processamento de dados, mas não se adaptou à política corporativa. "Chegava à empresa e as pessoas falavam: ‘Se você for bom, vai crescer’. Vi que não bastava ser bom. Como não sou muito bom no jogo (político corporativo), comecei a mexer com a Bolsa."

Com seus investimentos, Fagá consegue hoje manter um padrão de vida confortável no sítio em que mora com a mulher e dois filhos pequenos com custos fixos de mais de R$ 12 mil mensais mesmo em períodos de baixa na Bolsa ou quando os negócios não vão tão bem. "Dá para ter lucro o tempo todo, desde que você se prepare para isso. Hoje consigo me dedicar entre quatro e cinco horas ao mercado", afirma.

Ele diz que quem entra nessa vida tem sempre de passar por um processo violento de aprendizado, que envolve,

na maioria das vezes, assumir perdas.

Sua estréia na Bolsa ocorreu em 1997, pouco antes da crise asiática, que emendou com a crise russa e depois com a desvalorização do real. Ele amargou perdas com um fundo de investimento que só foi recuperar em 2000. "Atravessei o inferno, mas fui estudar o que tinha acontecido e aprendi a diversificar investimentos. Claro que teria ganhado mais no DI, mas não teria me tornado um profissional."

Oliveira, de Petrópolis, começou a se interessar pela Bolsa participando em 2005 do Folha Invest em Ação, game da Folha em que os jogadores investem dinheiro virtual. Deixou o trabalho assalariado em uma empresa de peças para aviões e tentou tocar por conta própria uma confecção que havia montado. Acabou preferindo investir em ações cerca de

R$ 50 mil que tinha guardado, sempre comprando ações na baixa e vendendo na alta.

"Quando você chega aos 40 anos ou mesmo antes disso, o mercado de trabalho está morto para você. Todas as portas se fecham quando você está no melhor de sua capacidade intelectual. Não quero mais ter ou ser empregado, já estive dos dois lados e assim acho que é bem melhor. Meu único sócio é o Bradesco (a corretora). O problema é se faltar luz ou o site sair do ar", diz.

Oliveira afirma que consegue hoje levantar dinheiro suficiente para ter uma vida confortável, mas modesta, na região serrana do Rio. "Sem dúvida, dá para tirar mais do que se eu tivesse empregado como um administrador com 10 a 15 anos de experiência, que leva hoje entre R$ 4.000 e R$ 5.000 mensais", calcula.

Para dar certo, esses profissionais independentes gastam tempo e talento que poderiam ser mais bem remunerados por um banco de investimento ou uma corretora, que negociam volumes consideráveis de recursos. "Sei que poderia ganhar mais, mas prefiro trabalhar com o meu dinheiro. Uma coisa é perder o seu dinheiro, outra é arriscar o dos outros", diz Fagá.

Para Carmelina Nickel, consultora de Recursos Humanos da DBM, empresa de recolocação profissional, a atuação solitária de investidores independentes tem a desvantagem de privar a pessoa de relacionamentos gratificantes com colegas de trabalho, assim como do amadurecimento com a interação com superiores e subordinados. Também impede a pessoa de batalhar para exercer uma carreira pela qual tem vocação.

"Alguns têm um talento enorme para investir na Bolsa, mas preferem não entrar num mercado de trabalho no qual acham que serão massacrados. Outros decidem que não vão ter a vida que o pai teve. Se tem talento, vai trabalhar com isso ou faz da operação na Bolsa uma atividade paralela. O que não pode é virar uma fuga. Vai ser mais uma pessoa fazendo um bico", diz.

"Sou contra a busca (de alguns investidores) pela vadiagem. A idéia da aposentadoria precoce também é outra falácia. São pessoas que associam o trabalho com sofrimento. A saída é procurar algo que lhe dá prazer", afirma Fagá.


por TONI SCIARRETTA (Folha de São Paulo)