27 julho 2009
24 julho 2009
Isso é que entrada de casamento!!!
Cara.... depois desse vídeo... minha entrada no casamento foi pra lá de comum!!!!!!
Olha isso!!!!!!!!!
Aconteceu em Minessota, nos USA...
Bom bagarai!!!!!
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César Chagas
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8:43 AM
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23 julho 2009
Frases
E tome mais Jasiel!!!!
Judeus que mudaram
a forma de vermos a vida:
Moisés: A Lei é Tudo!
Jesus: O amor é Tudo!
Marx: O Capital é Tudo!
Freud: O Sexo é Tudo!
Eintein: Tudo é Relativo!
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César Chagas
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11:29 AM
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Mula sem cabeça?
Abaixo a ilustração do Jasiel Botelho, pai do meu amigo Marcos Botelho, líder do JV na Estrada! Gente muito boa e comprometida com o Evangelho.
E a pergunta é essa mesmo... seria a igreja atual uma mula sem cabeça???
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César Chagas
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11:26 AM
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22 julho 2009
Que porra de evangelho é esse?
Hoje o Pava tá bombando!!!
Que porra de Evangelho é esse?
Qualquer um que vai à igreja se depara com uma deturpação da lei da semeadura que apresenta-se de maneira tão clara:
Gal 6:7 Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
Gal 6:8 Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.
Como não poderia deixar de ser em um momento que a alienação atinge altíssimos níveis na igreja cristã - a batida contínua na mesma tecla ocorre somente porque é o que se pode ver diariamente desde igrejas de fundo de quintal a templos enormes portanto, calar-me ao meu ver é ser conivente - interpreta-se um versículo que fala de recompensa pós-vida para alimentar um povo fanático com falsas esperanças de vitórias.
O primeiro erro está em pensar que semear é cumprir ritos considerados sagrados por humanos. Sim, é difícil de acreditar mas, ainda existem pessoas que acreditam que não fumar, beber ou xingar é mais importante do que coisas extremamente piegas como amar e perdoar. A constatação do motivo é fácil e simples: o cristianismo não é simples, ele é conciso. Quando nos utilizamos da famosa e clássica definição de empatia:
Mat 7:12 Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.
não estamos dizendo que o evangelho é simples ou de fácil entendimento prático, observa-se que Cristo definiu a prática das boas-novas de forma concisa, até porque se o cristianismo fosse de fácil compreensão a prática, mesmo por aqueles que dizem não viver uma religião, seria bastante palpável.
Na realidade o que se prega em quase todo culto o qual você tenha o desprazer de ir não passa de uma imitação barata do tão afamado Karma. Faça uma coisa boa e algo bom acontecerá e o mesmo ocorre com o oposto, essa é a definição mais simples de karma. Ou, quem sabe, pregadores, no afã de agradar o lado científico, tentam aplicar a Terceira Lei de Newton conhecida como Lei da Ação e Reação a uma mensagem totalmente metafísica.
Bastante clichê o discurso de crítica à igreja, no entanto a putaria que estão transformando a interpretação bíblica é tão absurda que falar palavras consideradas de baixo calão não chega nem perto da enganação e do prejuízo que os evangélicos trazem a sociedade. Fazem uma orgia de significações com um único, simples e absoluto objetivo: agradar seus próprios egos. Quem terá coragem de dizer que nenhuma personagem bíblica da Nova Aliança se deu bem em vida? Que os mais fieis tiveram mortes terríveis? Que o cristianismo não é uma vitória em vida? Que porra de Evangelho é esse que dizem pregar?
P.S.: O objetivo do uso de palavrões é causar impacto no sentido de que é isso, em linguagem clara e simples, que os não-cristãos perguntam quando vêem escândalos e mais escândalos, incoerências e fanatismo. A mensagem de Cristo é clara, apesar de João 13:35 não se fazer presente nunca.
P.S.: Peço desculpas aos que não gostam de ler tais palavras, me apoio na licença poética apesar da falta de poesia.
Raphael Rap, no blog Rapensando.
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César Chagas
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9:58 AM
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Marcadores: Protestantismo Tupiniquim
Vamos chamar os pássaros...
Excelente texto que achei lá no Pavablog:
Os pássaros
Os vegetarianos formaram o Partido das Bananas. Os carnívoros pensaram em formar o Partido da Linguiça, mas logo, aconselhados pelo Camaleão, adotaram a tática da dissimulação e deram ao seu partido o nome de Partido dos Abacaxis, que, graças à ingenuidade dos membros do Partido das Bananas, que acreditaram que, entre banana e abacaxi, não havia diferença, ganhou as eleições.
Empossado o Congresso, os representantes elegeram o seu presidente, a Hiena, sempre com um sorrisinho de Monalisa no focinho.
Na sua posse, ela fez um discurso sobre as excelências da dieta vegetariana. Citando o filósofo alemão Ludwig Feuerbach, que disse que somos o que comemos, ela declarou: "Vacas comem capim, portanto são capim. Macacos comem banana, portanto são bananas. Galinhas e patos comem milho, portanto são milho. Assim, onças que comem vacas estão, na verdade, comendo capim. Uma cobra que come um macaco está, na realidade, comendo bananas. Um gambá que come galinhas está, na realidade, comendo milho. São todos, portanto, vegetarianos. Assim sendo e em cumprimento às promessas que fizemos no período eleitoral, proclamo a lei de que todos os animais terão de ser vegetarianos. Viva a República Vegetariana!".
O discurso da Hiena foi seguido por um festival gastronômico em que hienas, onças, lobos, cães vadios, cobras, gambás e gatos vegetarianamente churrasqueavam vacas, veados, macacos, galinhas e passarinhos. A lei é clara: todos os animais são vegetais transformados...
Aí os membros do Partido das Bananas perceberam que haviam caído numa armadilha. Leis são armadilhas. Uma vez feitas, não podem ser abolidas, a menos que sejam revogadas por aqueles que as fizeram.
E, olhando para seus gordos representantes no Congresso, perceberam que nenhum deles estava disposto a trocar costeletas, lombos e linguiças por alface, couve e cenoura... Concluíram, então, que, com aquele Congresso de carnívoros, a reforma política jamais seria realizada.
Foi então que um leitão rechonchudo chamado Alfred Hitchcock pediu a palavra. O dito leitão ponderou: "Eu não posso enfrentar a onça. As galinhas não podem enfrentar os gambás. Os cordeiros não podem enfrentar os lobos! Mas os pássaros! Milhares de pássaros em seus voos rasantes e bicos pontudos! Que poderão fazer as onças, os gambás e os lobos contra o ataque de milhares de pássaros? Vamos chamar os pássaros! Eles são vegetarianos! São nossos aliados!".
E assim aconteceu. Vieram então, em bandos que tapavam o sol, milhares de andorinhas, sabiás, pardais, tico-ticos, periquitos... Invadiram o edifício do Congresso. Foi um pandemônio. O espaço escureceu. O barulho dos pios e dos gritos dos pássaros era ensurdecedor. Milhares de bicos bicando sem parar em mergulhos certeiros.
Além disso, por onde iam, soltavam seus excrementos moles e fedidos que escorriam pelos sorrisos de Monalisa dos excelentíssimos.
Os representantes gritavam histéricos: "Isso é conspiração dos meios de comunicação". Os gambás, as onças, os lobos, os cães vadios e as hienas fugiram e nunca mais voltaram, com medo de que os pássaros lhes furassem os olhos...
Isso, meninos e meninas, tem o nome de revolução. Revolução é quando os eleitores resolvem, eles mesmos, demitir os seus representantes que os traíram e fazer, eles mesmos, as leis. Portanto vamos chamar os pássaros...
Rubem Alves, na Folha de S.Paulo.
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César Chagas
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9:48 AM
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09 julho 2009
Não tenho palavras pra este título
Senhores,
Peço por favor que acompanhem o relato abaixo que foi primeiro visto no Pavablog e depois lido nos seguintes endereços:
http://igrejainternacional.wordpress.com/2009/06/29/consumido-pela-culpa/
http://www.igrejainternacional.com/fiel-pergunta/consumido-pela-culpa/
Quem toca essa igreja Internacional é um cara chamado Silas Adoniran. Tem sites e comunidade no Orkut.
E se você tá preocupado que os índios que nunca ouviram falar de Jesus é que vão pro inferno... basta dar uma lidinha no texto abaixo que você entende que os índios estão numa boa...
_________________________
Meu melhor amigo, Chiquinho, tem uma irmã com síndrome de down que é quatro anos mais nova que eu. Comigo ela sempre foi muito simpática e educada, ao atender o telefone ou quando eu os visitava. Até me disse uma vez que me achava muito legal, algo que ela não dizia aos outros rapazes que frequentavam sua casa.
Bem, no feriado da sexta-feira da paixão fui à casa do Chiquinho pra jogar video game e jogar conversa fora. Ficamos jogando à tarde, e sua irmã, Fernanda, junto conosco brincando com suas bonecas e ocasionalmente nos assistindo. A mãe dos dois estava fora fazendo compras. O telefone tocou lá pelas dezoito horas, era a mãe de Chiquinho. O seu carro havia estragado e pediu que ele fosse até lá ajudá-la.
Chiquinho me pediu para tomar conta de sua irmã enquanto ele ia ver o carro. Concordei e ele saiu. Fiquei sozinho com a Fernanda. Logo cansei do vídeo game e fui para o computador. Ela se levantou e ficou atrás me observando, foi quando ela perguntou:
- O que você está fazendo, Baltazar?
- Estou digitando um trabalho.
- É importante?
- Sim, muito importante.
Ela ficou quieta um instante e continuei digitando, cinco minutos depois ela me surpreendeu:
- Baltazar, eu conheço sexo.
- O quê!?
- Sexo…
- Melhor a gente mudar de assunto, né?
- Não quer fazer comigo?
Aquilo me deixou sem reação. O que fazer? Aquilo era certo? O que Chiquinho iria pensar de descobrisse? Várias dúvidas se passaram pela minha cabeça.
Mas sim, acabei fazendo sexo com ela. Foi sua primeira vez, ela sangrou e gemeu muito. Após terminar me limpei no chuveiro, voltei ao seu quarto e certifiquei se ela estava bem. Voltei ao computador e uma onda de apatia caiu sobre mim. Apenas 20 minutos depois Chiquinho chegou com sua mãe. Falei que já era tarde e que tinha que ir pra casa.
Ao chegar em meu lar deitei na cama e fiquei me remoendo, pensando no que havia feito. Tomei um calmante, Valium 10mg, e adormeci.
Cedo, às sete da manhã fui acordado pelo toque do telefone. Atendi e pro meu desgosto era Chiquinho:
- Oi, Baltazar… humm, bem, preciso falar contigo.
- Oi, Chiquinho, algum problema?
- Bem, ontem depois que você saiu de casa a Fernanda estava agindo de forma estranha.
- De forma estranha?
- Sim, havia sangue escorrendo em sua perna.
- O quê!?
- Sim, estamos tentando entender o que aconteceu. Sabe de alguma coisa?
- Não, Chiquinho, mas isso é muito estranho mesmo. Bem eu preciso ir, tenho que tomar o café da manhã.
- Tudo bem, Baltazar, depois nos falamos.
O que eu faço agora? Confesso tudo ou tento convencê-la a ficar de bico fechado? O meu maior temor é que sabendo que ela é deficiente também é impresível, e pode contar para sua mãe ou irmão a qualquer momento. Acho que eles não irão entender…
Por favor, Pastor Silas, me ajude!
Olá, Baltazar, primeiramente gostaria de parabenizar sua coragem de relatar tais fatos. Bem, haja visto que foi a garota que propôs a relação a culpa foi inteiramente dela, você estava estudando em frente ao computador e ela lhe despertou o desejo com insinuações.
Por isto digo que seu sentimento de culpa é totalmente ridículo, Baltazar. A Bíblia diz em 1 João 3:19-20 “Nisto conheceremos que somos da verdade, e diante dele tranqüilizaremos o nosso coração; porque se o coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas.”
Esqueça o ocorrido e passe à se dedicar à Deus e elevar seu pensamento e pare de frequentar a casa de seu amigo Chiquinho, que pelo visto não é evangélico, já que possui um video game em seu lar.A paz
Pastor Silas
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César Chagas
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11:03 AM
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Marcadores: Protestantismo Tupiniquim
Amazing Grace
Bom... tem muito tempo que tô falando aqui nesse blog sobre o que é ser... e não parecer ser.
É muito bom quando encontro algo em outros lugares que anseiam pelo mesmo.
Bom, o vídeo abaixo fala do projeto original de Deus para que vivêssemos em comunidade. E não essa porcariada que aí está.
Bjão pra você!!!
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César Chagas
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10:48 AM
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05 junho 2009
Eu já sabia!!!!!!!!!!!
Escolha seu nerd!!!
A Monica escolheu o dela e seu deu bem... ahahahahahahahahaha
Quando ela me conheceu... era beeeeeeeeeeem pior!!! ahahahahahahah
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César Chagas
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10:07 AM
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03 junho 2009
Mais sutis

Texto curiosíssimo do Brabo.
Sem pretensões de conclusões ou nada... apenas uma leitura interessante:
– Minha idéia – disse o roteirista – é explorar uma espécie de diferente de totalitarismo. Algo insidioso e sutil, que evite por inteiro aqueles discursos dramáticos de ditador diante de uma multidão cega. A idéia na verdade é ocultar até o final a identidade do ditador.
– O problema é que todas as histórias de totalitarismo já foram contadas – observou o diretor, com cautela. – Nos nosso dias, depois da morte das ideologias, o público do ocidente desenvolveu um faro apuradíssimo para populistas e cafajestes. Quando o seu ditador começar a abrir as asinhas qualquer espectador será capaz de farejá-lo a quilômetros de distância.
– Hitler começou com alguma sutileza. Ele não aboliu as instituições imediatamente, mas criou organizações paralelas aparentemente inofensivas que acabaram engolindo as entidades oficiais.
– Hitler começou incendiando o edifício do Parlamento e anulando os direitos civis. Não há muito de sutil nisso.
– Devemos então ser mais sutis.
– Isso sem dúvida – o diretor puxou do bolso o maço de cigarros.
– Na Alemanha de Weimar a postura geral em relação à República era de desconfiança e ressentimento – disse o roteirista, inclinando-se para a frente. – As pessoas sentiam falta da segurança da monarquia e da autoridade unânime do Kaiser, e desconfiavam com a mesma intensidade da democracia que os vencedores lhes haviam aplicado goela abaixo. Eram gente acostumada a obedecer e venerar uma única figura carismática, e puderam assim sem qualquer trâmite abraçar a retórica de Hitler.
– Precisamente – o diretor puxou um cigarro, segurou entre os dedos e passou a batê-lo gentilmente na superfície da mesa. – Hoje em dia vivemos no extremo oposto do espectro. O que os alemães de Weimar desconfiavam da democracia, nós desconfiamos do totalitarismo.
– A não ser que, como na Alemanha de entre as guerras, as circunstâncias encontrem o ditador certo.
– Não, não. Tarimbados como estamos, nem mesmo a crise atual bastará para cairmos na armadilha de um Mussolini. Os direitos civis são agora religião, a única coisa sagrada que resta. O sujeito que quiser aboli-los será o primeiro a ser abolido. Fale uma palavra contra a democracia nesse seu roteiro, e você vai ver.
– E faz sentido que tenhamos criado esses mecanismos, porque historicamente foram as ações populares que restauraram periodicamente o equilíbrio de sistemas e governos doentios. Pense na Revolução Francesa, nas revoltas pela abolição…
– A própria Resistência – o diretor acendeu o cigarro e puxou um trago solene.
– Exato. As ações populares servem para equilibrar os governos, mas este é um processo cujos extremos não conhecemos. Imagine um mundo em que a participação dos cidadãos torne-se tão pulverizada que passe a reverter os pratos da balança.
– Não estou entendendo – o diretor reclinou-se para trás, equilibrando no encosto da cadeira o braço do qual pendia o cigarro. – De que mundo estamos falando?
– Imagine um mundo – prosseguiu o roteirista – em que o cidadão espere que o respeito que lhe prestam não seja um bem a ser adquirido pela sua postura pessoal, mas um serviço dos outros que cabe ao governo fazer cumprir. Um mundo em que a proliferação de direitos individuais acabe cerceando o bem comum, ao invés de promovê-lo.
Uma ruga de compreensão e assombro formou-se na testa do diretor.
– Num mundo assim – ele disse, – os pais processam a polícia pelos delitos dos filhos.
– Isso mesmo – celebrou o roteirista. – Uma sociedade litigiosa. Numa sociedade dessa natureza todos se tornam delatores potenciais de todos, precisamente como, digamos, no totalitarismo soviético. A diferença é que o que motivava um delator soviético era o fato de que todos os direitos haviam sido subtraídos de todos; numa sociedade litigiosa o que motiva o delator é que todos os direitos foram outorgados a todos. O negativo é agora positivo.
– E portanto mais atraente.
– E portanto irresistível. A vigilância é onipresente, não porque o governo está em todo lugar, mas porque o povo está.
– Se o meu direito termina onde começa o direito do outro – o diretor apagou o cigarro no canto da mesa, – onde há apenas direitos todos são plenamente cerceados por eles. Nada acontece.
– Nada acontece que não seja potencialmente litigioso – corrigiu o roteirista. – Ou seja, todos apelam continuamente para que o governo garanta os seus direitos.
– E o papel do povo numa democracia, que era policiar os excessos do governo, é revertido. O governo se vê obrigado a julgar os excessos do povo.
O roteirista recusou-se a acrescentar alguma coisa.
– Meu Deus – disse o diretor, puxando novamente o maço de cigarros do bolso.
– Precisamente – disse o roteirista.
Salve Paulo Brabo
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César Chagas
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8:36 AM
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