Melhor do que criticar ou tecer um sem número de idéias sobre aquilo que a igreja deveria ser é fazer diferente. Não para ter autoridade, mas por simplesmente ser o mais óbvio a ser feito por qualquer um que chame a Jesus de Senhor e Salvador de sua vida.
Isto sim é um culto. Não desmereço os outros momentos, mas para mim, isto é real! É sua escolha fazer o que quiser, inclusive com o que você chama de culto. Para nós, um ótimo dia de culto foi dar de comer!
Através de uma "vaquinha" entre amigos, fizemos um churrasco de primeira para famílias de Catadores de Lixo da C.O.R.U. - Cooperativa dos recicladores de Uberlândia. E ainda sobrou muito, que vai dar de comer para muitos deles.
Nossa alegria não tem nome. Nosso amor tem.
E é no nome dEle esperamos nos converter todos os dias à verdade e á prática daquilo que Ele pregou.
Este foi só o primeiro!!!!
Veja todas as fotos neste link.
30 março 2009
Almoço na C.O.R.U.
Postado por
César Chagas
às
12:24 PM
4
comentários
Marcadores: Caminhando na Graça
24 março 2009
A sociedade do anel
SALADIN.
Já que é homem tão sábio, diga-me qual lei,
Qual fé lhe parece ser a melhor?
O judaísmo, o cristianismo ou o islamismo?
NATHAN.
Em tempos idos habitou no leste certo homem
Que de valorosa mão recebeu um anel de infinito valor:
Sua pedra, uma opala que emitia sempre cambiante matiz
E tinha, além disso, a virtude secreta de tornar seu possuidor
Agradável a Deus e os homens;
Diante disso e dessa persuasão ele passou a usá-lo.
Não será estranho saber que o homem do oriente não o tenha tirado do dedo jamais,
E tenha tomado providências para que o anel permanecesse entre seus descendentes como herança perpétua.
Dessa forma ele o deixou para o MAIS AMADO dentre os seus filhos,
Ordenando que esse legasse por sua vez o anel
Ao MAIS QUERIDO entre seus próprios filhos
E que, não importando a ordem do nascimento,
O FILHO FAVORITO, pela virtude suficiente do anel,
Permanecesse sempre o senhor da casa.
Está ouvindo, sultão?
SALADIN.
Estou ouvindo, prossiga.
NATHAN.
Passando de um filho a outro,
O anel chegou finalmente a certo pai
Que tinha três filhos, todos igualmente obedientes,
E que ele não tinha como deixar de amar igualmente.
Às vezes parecia ser este, às vezes esse, às vezes aquele –
segundo cada um recebia, a sua vez, as prodigalidades do seu coração – mais digno do anel,
O qual, com bem-intencionada fraqueza, o pai prometeu, em particular, a cada um.
Assim as coisas seguiram por um tempo,
Mas com a proximidade da morte o velho pai viu-se embaraçado.
Desapontar dois filhos que confiavam na sua promessa ele não podia suportar; quê fazer?
Manda chamar secretamente um joalheiro, do qual,
A partir do modelo do anel verdadeiro, encomenda dois outros,
Ordenando que não poupe esforços ou recursos a fim de fazê-los em tudo idênticos,
Inteiramente idênticos, ao verdadeiro.
O artista conseguiu: os anéis foram trazidos e nem mesmo o olhar do pai
Foi capaz de distinguir qual havia sido o modelo.
Cheio de alegria ele chama seus filhos,
Sai com cada um em particular, a cada um concede sua benção e seu anel, e morre. Está ouvindo?
SALADIN.
Estou, estou, termine a história.
Falta muito?
NATHAN.
Já terminou, sultão.
Porque o que segue pode ser adivinhado sem dificuldade.
Mal é morto o pai, cada um aparece com seu anel
Afirmando ser o senhor da casa.
Surgem intriga, discussão, conflito – tudo inútil,
Porque o verdadeiro anel não podia ser mais distinguido entre os outros
Do que, hoje em dia, pode ser discernida entre as outras qual é a verdadeira fé.
SALADIN.
Mas como? Essa é sua resposta à minha pergunta?
NATHAN.
Não, mas serve como meu pedido de desculpas.
Não consigo decidir entre os anéis que o pai mandou expressamente fazer
Para que fossem indistinguíveis um do outro.
SALADIN.
Os anéis – não me venha com brincadeiras!
É evidente que as religiões que nomeei podem ser distinguidas umas das outras
Mesmo em coisas como vestimenta, comida e bebida.
NATHAN.
Mas não o que baste como prova irrefutável.
Não são todas fundamentadas na história, tradicional ou escrita?
A história deve ser recebida na confiança, não é?
Em quem deveríamos confiar?
No nosso próprio povo, por certo, nos homems cujo sangue somos nós neles,
Que desde a infância nos dão provas de amor,
Que nunca nos enganaram, a não ser quando nos era mais benéfico sermos enganados.
Como posso crer menos nos meus antepassados do que você nos seus?
Como posso pedir de você que duvide dos seus antepassados para que os meus recebam o louvor da verdade?
É o mesmo com os cristãos.
SALADIN.
Pelo Deus vivo, o homem está certo.
Devo calar.
NATHAN.
Voltando aos anéis, como eu disse, os filhos reclamaram.
Cada um jurou ao juiz ter recebido seu anel diretamente das mãos do pai, como era de fato o caso,
Depois de ter obtido há muito tempo a promessa do pai de que um dia o anel seria seu, como era também o caso.
O pai, garantiu cada um, não poderia ter agido com falsidade com ele;
Antes de suspeitar de tal pai, por mais que estivesse disposto a julgar com caridade seus irmãos, estaria pronto a acusá-los de traiçoeira falsificação.
SALADIN.
Ah, e o juiz, quero saber o que você vai fazer o juiz dizer.
Vamos, prossiga.
NATHAN.
O juiz disse, Sem chamar o pai diante da minha tribuna
Não tenho como proferir a sentença.
Devo dispor-me a resolver enigmas? Devo esperar que o verdadeiro anel abra os lábios para testemunhar?
Mas esperem – vocês afirmam que o anel verdadeiro
Tem o poder secreto de fazer seu possuidor
Amado por Deus e pelos homens. Seja esse o árbitro.
Qual de vocês, irmãos, ama mais os outros dois?
Não respondem?
Esses anéis geradores de amor agem só internamente, não externamente? Cada um de vocês só é capaz de amar a si mesmo?
Enganadores enganados, é o que vocês são.
Nenhum dos anéis é verdadeiro.
O verdadeiro anel talvez tenha se perdido;
A fim de ocultar ou corrigir a sua perda,
O pai de vocês encomendou três para compensar um.
SALADIN.
Ah, perfeito! Perfeito!
NATHAN.
Então, prosseguiu o juiz,
Se aceitam um conselho ao invés de uma sentença,
Eis meu conselho a vocês: tomem as coisas como são.
Cada um de vocês tem um anel que lhe foi dado pelo pai,
E cada um crê que o seu seja o verdadeiro.
É possível que o pai tenha escolhido não mais tolerar a tirania do anel único.
O que é certo é que, por muito amá-los
E por amá-los da mesma forma,
Não lhe era possível contentar-se em favorecer um para que se tornasse opressor de dois.
Sinta-se cada um honrado por essa livre demonstração de afeto, não distorcida pelo preconceito.
Procure cada um rivalizar com seu irmão na demonstração da virtude do anel;
Ao poder dele acrescentem gentileza, benevolência e longanimidade,
bem como entrega interior à divindade.
Se as virtudes do anel continuarem a serem exibidas entre os filhos de seus filhos
Depois de mil anos, compareçam diante desta tribuna;
Alguém maior do que eu tomará assento nela, e ele decidirá.
O judeu Nathan conversa com o muçulmano Saladin na peça do cristão Ephraim Lessing,
Nathan, o Sábio (1779). Lessing compôs o personagem de Nathan tomando por base
seu amigo judeu Moses Mendelssohn (avô do compositor Félix).
Encontrei no site do Paulo Brabo (Salve salve gênio de letras e pincéis)
Postado por
César Chagas
às
11:21 AM
0
comentários
Marcadores: Papo do Céu
17 março 2009
Excomunhão da vítima

Segue um ótimo repente, vindo lá da terrinha do Padim Ciço pra lá de boa!
EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA
Miguezim de Princesa
I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.
II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.
III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.
IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.
V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.
IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.
X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.
Postado por
César Chagas
às
5:10 PM
2
comentários
Marcadores: Só rindo
13 março 2009
10 dicas para o Pastor Empreendedor
Apenas um pouquinho de humor pra distrair... minha semana não foi nada fácil e rir ainda é um ótimo remédio!!!
Achei com o Thiago
Postado por
César Chagas
às
4:55 PM
2
comentários
Marcadores: Protestantismo Tupiniquim, Só rindo
09 março 2009
Jura?
Opa... sumido eu né? Mas ainda vivo!
Segue charge com humor de dar nó no estômago, mas bem pertinente.
Abraços,
Postado por
César Chagas
às
5:05 PM
0
comentários
Marcadores: X
25 fevereiro 2009
Sentir é fácil... Difícil é fazer...
Meu querido Marcelo Quintela escreveu um texto tão cortante que me faltam as palavras e sobram desafios.
A todos que me lêem (vou escrever assim e pronto acabou!) esse texto é o mais auto-explicativo (vou escrever assim de novo) que posso chegar! Ao ler o Quintela, você lê o César absolutamente exposto e revelado.
Tomo as palavras dele pra mim. Este sou eu, ainda que seja ele.
Este é Espírito que habita em mim. O Cristo revelado.
É longo, mas quem me preza, por favor leia até o fim.
Com amor. César
______________________
"Gostaria de não saber destes crimes atrozes... É todo dia agora, e o que vamos fazer? Quero voar pra bem longe, mas hoje não dá! Não sei o que pensar e nem o que dizer: Só nos sobrou do amor A falta que ficou." (R.R.)
Não estou amargurado, é só óbvia constatação: A alienação humana é crescente!
Cresce na mesma proporção que avança o conhecimento inesgotável, a força da grana e a torrente ininterrupta de informação diária!
Triste paradoxo, então: Quando mais funções a exercer, exigências a cumprir e extenuantes horários de trabalho – menos produzimos para a Vida, menos criamos, menos integramos os vulneráveis... Esses "outros" que vivem de catar nossos dejetos, de recolher o desperdício de nossos desejos, de tirar da nossa frente a sujeira que deixamos pelo caminho obstinado de viver em concorrência, comprando o que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para exibir para os que não gostamos!
Você me dirá: “Não sou alienado não. Ao contrário, sou antenado. Sei de tudo!”
Pois é, essa é a primeira geração de seres humanos que sabe de tudo e de todos, e, contudo, no máximo sente afliçõeszinhas passageiras com noticiários diários da urbanidade desvairada.
Sentir angústia ficou coisa fácil.
Difícil é fazer alguma coisa mesmo!
Anda todo mundo aflito com tudo, mas pouca gente se mexendo para algo.
Anda todo mundo preocupado com os destinos de tudo, mas isso não vale mais que uma conversa de bar; é so um assunto "corta-tesão"! "Deixa pra lá... O Obama vai resolver, o "pré-sal vai solucionar!" - e coisas desse tipo.
Quanto mais informação, mais desinteresse... Essa que é a verdade factual. Assistimos a calamidade dos muitos mundos ao nosso redor pela telinha que faz tudo ficar longe; e o fazemos como quem ouve o relatório de uma Ata. É ouvir, aprovar e guardar... Vamos para casa dormir, daí.
E os mais sensíveis? Eles choram; e chorar os aliviam e pronto. Ajuda a rir no dia seguinte, quando tudo já foi esquecido.
Eu trabalho o dia inteiro. Sou filho desse tempo. Também não tenho tempo. À noite, brinco com meus filhos, abraço minha mulher e leio um livro qualquer dentro do meu lar-prisão, da minha casa-bunker. Na clínica, enquanto atendo gente a cada meia-hora, ainda respondo dezenas de emails e telefonemas o tempo todo. Faz tempo não sou dentista, virei "gentista"! Foi sem querer. Eu só queria ser um bom profissional, mas as pessoas cheias de dorer mudas, vieram ao consultório acompanhadas de suas bocas (eu só queria suas bocas), e passaram a falar e falar...
Além disso, faço uma tese aqui, publico artigos cientificos bobinhos ali e dou aula acolá...Viajo o Brasil todo!
Inquieto como é minha geração, eu cuido da vida de "sonho americano". Corro atrás do pão nosso de cada dia. Do pão, da pizza, do ar condicionado e da melhor escola da cidade! – esses são meus cuidados. Cuidados de um cidadão!
De uns quatro anos para cá, todavia, minha vida ganhou uma nova dimensão de atuação que me deu saúde em meio às tensões do dia-a-dia. Eu que já flertava com as águas que Deus move, agora mergulhei de cabeça mesmo!
Eu me meti a ajudar gente. Estender o braço. Dar força ao cansado. Prover dispensas e encher geladeiras.
Eu me atrevi a sair da minha zona de conforto, me atrevi a dividir cargas e dar o que Deus me deu!
Todo dia alguém me pergunta: Você não cansa?
Canso. Mas com nada disso.
Solidariedade não cansa. Fraternidade renova as forças do Ser.
Abri em Santos (São Paulo) um centro de palestras. Tenho um auditório dominical. De lá eu prego o que creio. Arranjei uma Causa pela qual viver e morrer. Sartre já dizia que sem uma causa para morrer, a gente não consegue viver! Então, desse lugar (em especial) eu anuncio o Evangelho – proposta de saúde humana integral: Perdão para a alma culpada, Pão para o corpo fraco, Afeição relacional para o espírito solitário. E isso que é o Evangelho.
Abri em Santos um espaço secular. Tão secular como secular é o próprio Evangelho! Feito para o mundo e ao alcance de todo homem! Secular porque não-religioso. Secular porque fala com o mundo com a linguagem do mundo! E só não entende quem não quer, só não entende quem odeia o amor!
Secular, principalmente, porque não acredito em religião.
Não acredito na representação de Deus na Terra, nas agências oficiais, exclusivas.
Não abomino e nem desprezo a história de gente da religião que mudou a história de gente sofrida.
Só não acredito que a força das megas-religiões seja a força de Deus no mundo! Deus é anônimo, Deus é marginal. Deus é carpinteiro, Deus não é marqueteiro!
Por isso, não acredito que a “prestação de serviços espirituais” presta para alguma coisa que vá para além das formalidades de batizar, casar e enterrar seus súditos discípulos culturais. Além disso, o que se vê - é ninguém me poderá contradizer - é só extorsão por parte dos mercadores da fé e dos corretores das bolsas de valores espirituais. Há também a outra turma: O pessoal "do bem" que "pensa" a Fé e que quer dar VIDA ao que nasceu morto: o cristianismo e suas ramificações dissidentes! Aí ficam fazendo ressucitação cardio-pulmonar em múmia! Tanto por tão pouco!
Eu juro que presto atenção no que eles dizem, mas no fundo eles não dizem NADA, NADA, NADA, NADA, não!
Teologia me dá nojo! Eles discutem "Deus" enquanto o problema é o "homem". Eles refletem sobre o fim do mundo enquanto “o futuro é o presente; e o presente já passou!”
Já cansei também do sindicato anti-evangélico... gente abusada por um padreco aqui e "dizimada" por um bispo universal ali... O pessoal que fala pelos cotovelos contra a "igreja", mas não se mexe para NADA! Cansei dos caras que mandam os chefes da religião para o inferno, mas não vão até lá buscar os que nele vivem! Viciaram-se em criticar, descer o cacete na cabeça dos pastores milionários e dos padres pedófilos, enquanto engordam as próprias contas bancárias e zapeiam de madrugada por canais eróticos e sites pornôs!
É lógico que meu "canteiro de esperanças" chamado ESTAÇÃO do CAMINHO DA GRAÇA (www.caminhoemsantos.blogspot.com) quer todo dia virar “igreja” (no pior sentido do termo: lugar de cultuar a sorte de possuir uma espécie de blindagem comunitária contra tetos que caem na cabeça do pessoal que não fica debaixo da nossa cobertura imantada!).
Sim, nesse meu espaço de encontro do Evangelho com a secularidade, a tentação dos infernos todo dia me propõe virar “religião” (e isso também no pior sentido do termo: “vamos fazer uma cabana aqui mesmo e ficar aqui dentro com as grandes figuras do panteão judaico-cristão, onde, de modo algum, NADA nos acontecerá!”).
A proposta da religião é o chamado à alienação da solidariedade! É o chamado covarde para dentro de uma Nave-Mãe, um Templo Maior, uma Catedral de Cristal, um Vaticano - Estado ideal, a Arca de um Noé que vai assar um bicho por dia durante o dilúvio de iniquidades desses dias chamados "maus".
Não falo só de alienação social. Não sou marxista não. Percebo que o pessoal sofre da alien-ação de um “alien” mesmo!
É uma ânsia de ser diferente só pra ver se Deus poupa a gente dos holocaustos que fritam diariamente toda gente! O crente, de um modo geral, é um “alien” sim! Ele pensa que não tem compromisso com esse chão maldito, já que "não é desse mundo". Daí sua motivação ser alienada e egoísta, pois o indispõe a cuidar de uma Terra cheio de áfricas órfãs e viúvas trabalhando até morrer de exaustão! Ou o fará somente se os tais "venderem" suas almas à cartilha por eles pregada em cruzadas assistencialistas, num verdadeiro "veste-índio colonizado" dos tempos modernos.
Parece que nunca ouviram dizer que, no final, Ele dirá a quem amou: "Quem deu a algum dos Meus pequeninos, a Mim me deu!"
Minha esperança é a esperança de um peregrino, de um forasteiro existencial, de um cara de passagem que enquanto passa, não quer deixar passar a chance de “SER” na direção do outro que “É” como eu, entretanto, sem as oportunidades e favores que eu mesmo tive! É simples assim.
E, ou será assim, ou eu é que deixarei de “SER”!
É por isso que não organizei departamentos e ministérios intra-muros nessa Estação-Espaço Comunitário. Senão, daqui a pouco, estou eu envolto com a agenda frenética de jantares de confraternização, de noites de caldo verde, sorvetadas e vida de clube! Senão, daqui a pouco, estou eu envolto com a escala de músicos, com o registro de atas, com as classes de catequese, a pintura da fachada e a decoração dos gabinetes sacerdotais como quem pensa, com tudo isso, estar fazendo toda a Obra de Deus na Terra! – num “chamado” para dentro do umbigo institucionalizado!
To fora! Fora. Bem fora! Lá fora. Debaixo do sol de Samaria e da Baixada Santista!
O movimento "Caminho da Graça" quer ser contemporâneo? Quer responder às demandas reais desse tempo?
Então, vamos para fora! O "Sacrifício" foi lá fora dos portões da cidade da Religião. Apadrinhem crianças, adotem ONGs, se incluam nelas, organizem a assistência, para atingirem o máximo de desafortunados possível. Tem ONG (termo genérico) cuidando de crianças drogadas, de pequeninos hospitalizados e de jovens-sem-futuro.
Ora, preguem o Evangelho do Amor, e se necessário for, usem até palavras. Mas, enquanto fazem discursos, fomentem recursos humanos e materiais na direção daqueles que já realizam um trabalho de vossa confiança, como temos aqui:
www.projetoondas.org com o Jojó de Olivença, no Guarujá
www.aascidadania.com.br e voluntários do Riso, em Santos
www.projetocamara.com.br em São Vicente
Isso é pouco? Sim, quem dera fosse mais. Com você junto, quem sabe, seria mais.
Só é alguma coisa porque é melhor que o NADA que a maioria faz!
São as coisas que me cabem hoje. Amanhã será depois. São iniciativas conduzidas por gente que eu confio, que eu amo e admiro! Gente que não ganha nada com isso, que não tem ONG-fantasma e nem intenção política. Gente que escolheu ser gente de Deus. Gente que senta para me ouvir domingo à noite, mas depois levanta como quem ouviu o soar do gongo no ringue.
Porque agora já virou uma questão de escolha.
Eu escolhi.
Ora, dentro desse texto rápido qualquer psicanalista identificará as feridas que me feriram e dirá que é tudo sublimação.
Whatever! Vou curar minhas feridas drenando abcessos alheios.
Já faço isso há muito tempo. Meu alívio é ver o alívio do outro.
Vem comigo, por favor.
Na mesma Graça,
Marcelo Quintela
21/02/2009
Postado por
César Chagas
às
2:57 PM
3
comentários
Marcadores: Papo do Céu
20 fevereiro 2009
Paintball FAIL
Em homenagem à nossa turma de Paintball!!!
Precisamos marcar a de 2009!!!
Fonte
Postado por
César Chagas
às
2:25 PM
1 comentários
18 fevereiro 2009
Sinais
Opa!
Todos sabem que amo filmes certo?
Vi essa dica de curta no Sedentário hoje e vale a pedida. Tire aí 15 minutinhos pra assistir! Muito... mas muito bom mesmo.
Postado por
César Chagas
às
8:46 AM
3
comentários
Marcadores: Pipoca e guaraná
13 fevereiro 2009
Cuidado com o que você canta para o seu filho
Bom gente, ando trabalhando muito... nisso minha criatividade foi a zero! Por isso a ausência de textos meus por aqui. Enquanto isso, vou compartilhando o que me faz rir! Pra relaxar:
CONVERSA DE DUAS CRIANÇAS!!!!
- E aí, véio?
- Beleza, cara?
- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.
- Quer conversar sobre isso?
- É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?
- Como assim?
- Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar.
Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?
- Nunca.
- Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça?
E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente?
Será que eu sou adotado, cara?
- Sabe a sua vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?
- Hmmmm. pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?
- Como assim, véio?
- Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!
- Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.
- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.
- Tipo o quê?
- Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato.
Assim, do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!
- Caramba! Mas por que ela fez isso?
- Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.
- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.
- E sabe a Francisca ali da esquina?
- A Dona Chica? Sei sim.
- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.
- Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.
- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta.
Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.
- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.
- Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de 'Anjo'. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.
- Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.
- É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua.
- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?
- Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.
Por email.
Postado por
César Chagas
às
8:38 AM
2
comentários
Marcadores: Só rindo
10 fevereiro 2009
Mysterious Guitar Man
Pense num cabra que toca muito... e manja muito de edição também.
Inté
dica do Rafael
Postado por
César Chagas
às
5:10 PM
0
comentários
Marcadores: Música para meus ouvidos, Vídeos
