29 janeiro 2010

Comovido como o diabo

“Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.” Drummond


Sabe, tem dias que simplesmente... é foda! Pras mulheres estes dias seriam taxados como TPM, onde a emoção e o desejo de nos trucidar fica a flor da pele. Para nós, homens, dias assim... seriam... sei lá... ressaca?

Ontem foi um desses.

Fiquei comovido com um filme que você vai rir, eu tenho certeza! Show de vizinha... agora você já pode rir ok?

Parou? Não? Ok...

Agora sim né... voltando ao assunto:

É mais uma história dessas de amor barato, um moleque se apaixona por sua vizinha, uma atriz pornô em crise que quer sair do negócio. E nele descobre alguém que olha pra ela de uma forma simples e verdadeira. Sem preconceitos. E há vários takes de olhares entre os dois que são absolutamente holywoodianos. O mais corriqueiro é esse encontro de mundos: alguém que carrega um histórico mesmo com sua pouca idade e precisa enfrentar o preconceito para se livrar disso e do outro lado um rapaz que quer ser presidente, um baita nerd que tem toda uma vida pela frente. Essa é a encruzilhada onde estão os dois.

Mas o texto não é sobre isso. É sobre um tempo onde achávamos a paixão e o amor os maiores desafios de nossas vidas. Onde o gostar de uma determinada menina fazia tudo parecer diferente.

Era poder voar após um beijo. Era ter olhos que poderiam brilhar no escuro!

Sabe, tomara que o céu seja assim, recheado dessas sensações. Como numa paixão incompreensível, incontrolável... e doce. Não vai mais precisar ter a conotação sexual. Mas ainda será paixão.

E assim, tento olhar pra esse céu através da janela aqui do escritório. Pra encher o vazio do horário comercial.

Pra encher o vazio da vida que se cansa de olhar a desigualdade, mas que luta como Don Quixote quando vê qualquer raio de amor e felicidade.

“As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossege
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.” Drummond

5 comentários:

Rubinho Osório disse...

Vc diz "paixão incompreensível". Eu digo "qual não é?"

Bruna Cabral disse...

Já estava com saudades de textos SEUS, Cesinha! É sempre muito bom ler o que você escreve.

Sobre o texto: não sei, mas pra mim o amor e a paixão não mudaram não. O que mudou foi: os "apaixonados". Digo "apaixonados" porque na maioria das vezes não são realmente apaixonados, não é mesmo? Se fossem, tudo não acabaria tão depressa.. Mas, sou feliz por viver um amor verdadeiro, desses que você descreveu...

jonatas disse...

aaaaaaaa que lindo o que essa moça linda e espirituosa escreveu logo ai em cima. S2 pra voce gatinha

jonatas disse...

Cesinha, manim bom demais ler seus textos. Faz falta nao ler o que voce escreve, parabens pelo texto.
Voce é um romantico e um poeta, a que fofo. kkkkkkkkk. o.O
.
.
.
Uma otima postagem, leitura deliciosa =)

jonatas disse...

Cesinha, manim bom demais ler seus textos. Faz falta nao ler o que voce escreve, parabens pelo texto.
Voce é um romantico e um poeta, a que fofo. kkkkkkkkk. o.O
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Uma otima postagem, leitura deliciosa =)