24 dezembro 2008

Post de Natal!


Olá para quem me lê... Feliz Natal pra você!

Que Deus continue nos dando Graça, que é melhor do que a vida.
Deixo um texto de presente!

Afinal, conhecer a si mesmo é uma benção, conhecer a Deus é uma maravilha e conhecer a Graça e algo ainda não traduzido em palavras.


Que você cresça em Deus e cresça em Graça!
Feliz Natal.

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Porque eu digo que creio no evangelho?

— é a pergunta que todo discípulo de Jesus deve se fazer de vez em quando. Isto porque em fases distintas da vida a gente mantém diferentes perspectivas de quem é Deus para nós, quem somos nós para Ele, e quais são nossas motivações em relação a Deus no que diz respeito ao nosso modo de viver a fé, e, sobretudo, de senti-la e expressa-la no mundo.

A maioria das pessoas pensam que a única maneira de servir a Deus é se dedicando às programações da igreja, a ter gosto por reuniões de oração, e não ter vergonha de “falar de Jesus” a todos os que encontrarem.

O trabalho na vida normal é, para tais pessoas, uma coisa suportável, na melhor das hipóteses. Mas, a maioria, sofre o trabalho, pois gostaria de servir apenas a causa de Deus, que é fazer a igreja crescer, e, assim, dominar a sociedade com a influência dos cristãos.

Enquanto isto, entre os pastores, a motivação para pregar a palavra vai da admiração aos “maiores” líderes, ao querer ser útil a Deus, ao ter um nome entre os grandes, ou porque o indivíduo sente que se ele não defender a verdade, ela corre o risco de se perder na Terra.

Sem falar daqueles que pregam apenas porque precisam faze-lo, pois servem-se desse expediente a fim de ganhar dinheiro.

Não podemos esquecer também do pastor cansado e desanimado, e que prega gemendo, pois, caso pudesse viver sem o dinheiro da igreja, ele mesmo se aposentaria de tudo.

Existem ainda os sinceros, e que pregam com amor aflito e angustiado, pois crêem que se não anunciarem a Jesus, e não plantarem novas igrejas na Terra, o mundo inteiro está perdido, posto que Deus está de mãos amarradas e sem voz no planeta, a não ser que nos disponhamos a falar e agir por Ele.

De um modo geral, a maioria se acostumou a ser “de Jesus”, e não tem nem coragem de perguntar se aquela fé é verdade na vida dele, se realiza em sua existência o bem prometido.

Quando a existência vai se mostrando tão aflita como a de qualquer outro ser humano da Terra, e quando o “benefício espiritual” não se manifesta como amor, alegria, paz, bondade, longanimidade, mansidão e domínio próprio—mas sim como infelicidade, amargura, ânsia persecutória, juízos e frustrações; então, a honestidade manda perguntar: O que está errado? É o Evangelho que não é verdade? Ou será que eu, na verdade, é que não vivo em verdade o que é o Evangelho?

Tem gente que pensa que o Evangelho é o corpo de doutrinas da igreja e seu modo de entender o mundo. Tem gente que pensa que o Evangelho é algo para se ensinar, pois, seria pela propagação da informação que a salvação visitaria a Terra.

Tem gente que pensa que o Evangelho é a igreja, de tal modo que ele mesmo é capaz de se referir ao crescimento da igreja no país como o “crescimento do evangelho”.

O Evangelho é a Boa Nova.

O Evangelho é a certeza de que Deus se reconciliou com o mundo, em Cristo; e que agora os homens podem se desamedrontar, pois foi destruído aquele que tem o poder da morte—a saber: o diabo—; bem como foram libertos aqueles que estavam sujeitos à escravidão do medo da morte por toda a vida.

Quem crer está livre, e pronto para começar a andar na paz. Ora, para se ter prazer em pregar o verdadeiro Evangelho—sem medo, sem ameaça, sem barganha, e sem galardão quantitativo, mas apenas qualitativo—, só se o coração estiver grato e cheio de amor.

Ou seja: só se o indivíduo estiver tão pacificado na Graça, que pregar seja algo tão simples quanto o é para uma mangueira dar seus próprios frutos.

Quando o Evangelho é a Boa Nova que livra do medo, então, anuncia-lo só é possível como puro e simples fruto da alegria e da gratidão contente.

Eu acredito no poder do amor, da alegria, da gratidão e do contentamento. Por tais realidades espirituais é que a Boa Nova pode ser vivida e anunciada sem que a morte participe da motivação.

A alegria de conhecer a Deus é o único motivador que deve motivar a anuncio do Evangelho. Portanto, quando o benefício do Evangelho se manifesta como bem espiritual—e que se expressa como amor, alegria, paz, bondade, benignidade, longanimidade, mansidão e domínio próprio na existência do indivíduo—, então, o seu anuncio não é nunca uma forçassão de barra, mas algo próprio e simples, a gera alegria nos corações dos que ouvem, pois, antes de ouvirem, eles mesmos viram o Evangelho na existência daquele que o anuncia.

O Evangelho é Verdade. Mas só é ele que está sendo anunciado quando o resultado realiza libertação interior, pacificando o coração.

Do contrário, tem o nome de evangelho, mas não é o Evangelho mesmo.

Tem gente que se acostumou à miséria de uma existência sem paz e sem libertação do medo, e continua pensando que isto tudo é culpa do diabo, ao invés de perguntar a si própria: Será que aquilo no que creio é de fato o Evangelho?

Preste atenção: o diabo tem poder, mas não tem nenhum poder quando o Evangelho da Graça liberta a consciência humana do medo.

Deste dia em diante o diabo não participa mais de nossa vida, nem quando a gente peca. Isto porque uma coisa é pecar sem consciência da Graça. Outra é pecar com a consciência da Graça.

No primeiro caso estabelece-se tristeza amargurada. No segundo caso, surge a renovação da consciência, brotando o arrependimento feliz e cheio de produções de vida.

Quando o Evangelho é crido, o medo se vai. Então, o diabo perde seu poder.

Assim, sem medo, o homem pode começar a si negar, pois ele já não tem que negar quem é.

Assim, assumindo quem ele é, morre o “si-mesmo”, que é quem ele não é, mas apenas “demonstra ser”.

Aí, neste ponto, começa a jornada de uma crescente libertação na verdade.

E o resultado é um mergulho cada vez mais profundo na paz que excede a todo entendimento.

Cristãos nervosos afligem-se com doutrinas.

Discípulos de Jesus usufruem a verdade como libertação e pacificação.

Onde há o Evangelho, aí há paz!

Caio

22 dezembro 2008

Comprador e Vendedor

Minha colega de trabalho me mandou essa definição há algum tempo atrás... achei um barato!!!

Uma homenagem aos meus colegas de trabalho!!!

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Muita gente diz que profissionais de compras e vendas tem vida boa!
Conta à lenda que, quando Deus liberou o conhecimento sobre como trabalhar em "COMPRAS E VENDAS" para os homens, determinou que aquele "saber" ficaria restrito a um grupo muito selecionado de sábios, pois comprar e vender seria uma arte!

Mas, neste pequeno grupo, onde todos se achavam "semi-deuses", alguém traiu as determinações divinas... Aí aconteceu o pior!
Deus, bravo com a traição, resolveu fazer valer alguns mandamentos para
aqueles que escolhessem a profissão:

1º - Não terás vida social, familiar ou sentimental.

2º - Não verás teus filhos crescerem.

3º - Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga

4º - Terás gastrite, se tiveres sorte. Se for como os demais terás úlcera

5º - A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches.

6º - Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.

7º - Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho;

8º - Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.

9º - Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.

10º - As pessoas serão divididas em 2 tipos: as que entendem de compras e vendas e as que não entendem. E verás graça nisso.

11º - A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te farás mais efeito.

12º - Happy Hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contato com outras pessoas loucas como você.

13º - Terás sonhos, com planilhas, cotas e relatórios e não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono.

14º - Exibirás olheiras como troféu de guerra.

15º - E, o pior........ Inexplicavelmente gostarás de tudo isso...

16º- Não poderá adoecer.

17º- Todo dia 1º de cada mês tudo recomeça do zero, pois comprar e vender são atos do presente!

18º - Finalmente serás um artista, pois comprar e vender é a arte de representar!


Parabéns a todos os profissionais de compras e vendas, muito mais que produtos,
vendem: sonhos, satisfação, confiança, simpatia e sobre tudo possuem a incrível habilidade de lidar com as pessoas!

19 dezembro 2008

Pastores Inúteis e suas pregações odiosas

Hoje fui à formatura de meu sobrinho, filho de um primo querido e um de meus melhores amigos. A formatura aconteceu na Igreja Batista Getsêmani e, embora ame profundamente meu sobrinho, meu primo e sua esposa, em certo momento do sermão tive que me levantar ostensivamente e sair dali enquanto sacudia a cabeça, enojado.

Não, "enojado" é pouco.

Mas voltemos um pouco no tempo.

Há alguns dias, Luca, que tem a mesma idade do meu sobrinho, também se formou no segundo período. Sua festa na escola foi alegre, repleta de dança, teatrinho e brincadeiras. Luca e sua turma apresentaram três músicas, assim como as demais crianças dos outros períodos. Tudo durou pouco mais de duas horas, mas sempre com muita alegria, riso e descontração.

A cerimônia de meu sobrinho aconteceu na Igreja Batista ligada à escola na qual ele estuda e durou quase três horas. Três horas de pregações com uma ou outra música jogada no meio. Músicas com letras religiosas, claro. As crianças vestiam ternos e vestidos formais, contrapondo-se aos figurinos festivos da festa de Luca.

Até aí, tudo bem. Ninguém disse que uma formatura precisa ser divertida (e depois de sairmos dali é que iríamos realmente festejar a data). Porém, as pregações de um certo pastor Jorge Linhares, um senhor que passei a considerar repulsivo, me despertaram nojo absoluto. Em primeiro lugar, ele começou a falar sobre como o mundo está cada vez mais entregue à "perversão". Ok, mesmo que hoje não existam mais arenas nas quais pessoas são devoradas por leões para a diversão alheia e que estejamos longe dos tempos sombrios da Idade Média, há pessoas que acreditam que o mundo vem piorando de século para século. Vá lá.

Mas então, para provar seu ponto, o senhor Jorge Linhares citou as enchentes em Santa Catarina. "Um castigo divino". Chegou à compará-las ao dilúvio, explicando que Noé não pôde abrir a Arca para os pecadores.

Esqueçamos, por um momento, que estávamos na cerimônia de formatura de crianças de 5 e 6 anos e que aquele "sermão" era completamente inadequado ao contexto. Ainda assim, como justificar que aquele... "pastor" estivesse argumentando através de uma lógica torta que as vítimas da enchente foram alvo de uma "punição" divina? De acordo com o senhor Jorge Linhares, os mortos, feridos e desabrigados de Santa Catarina mereceram o que tiveram, já que Deus precisa punir o mundo "perverso" que estamos construindo. Que alma caridosa, não?

Lembrei-me daqueles que dizem que a AIDS é a punição divina para os gays. E também daqueles que celebraram a morte de Heath Ledger como a punição a um ator que encarnou um homossexual. E, claro, do televangelista crápula Pat Robertson, que, poucos dias depois do 11 de Setembro, disse em seu programa de rádio que aquilo tinha sido uma punição de Deus à liberalidade cada vez maior dos Estados Unidos e a tolerância aos homossexuais.

E já que falei nos homossexuais...

... depois de usar uma tragédia como a de Santa Catarina para "provar" um argumento repulsivo e ilógico, o pastor Jorge Linhares, num exemplo absurdo de non sequitur, passou a atacar os gays. "Muitos defendem o casamento entre homossexuais", disse o senhor Linhares, babando ódio e irracionalidade. "Eles não têm que se casar de forma alguma, não podem. Isso é preconceito? É preconceito, sim, mas que temos que ter mesmo! Esse tipo de casamento vai destruir a instituição do matrimônio. E outra coisa: alguns defendem que casais homossexuais possam adotar crianças órfãs. Não podem, não. É preferível que as crianças cresçam no orfanato do que criadas por um casal de homossexuais".

Lembro, mais uma vez, que este homem que passei a considerar um verdadeiro crápula estava discursando numa formatura de crianças de 5 e 6 anos de idade.

Foi neste instante que me levantei e saí, levando Luca comigo. Quando Luca perguntou por que estávamos saindo, expliquei que aquele moço lá na frente estava usando o nome de Deus para falar coisas erradas que inspiravam o ódio. E que Deus não gosta de ver as pessoas se odiando, que ele gosta de ver o Amor. Mas que, infelizmente, existem pessoas que usam o nome de Deus para enganar, para enriquecer ou para ganhar algum poder de influência e que, para isso, transmitem mensagens repugnantes e erradas como aquela.

Ensinar crianças a odiar? A discriminar? A julgar o próximo apenas porque este é diferente?

Minha revolta, nesse momento, é indescritível. Sinto minha cabeça girar de raiva. Como alguém pode submeter crianças a uma lavagem cerebral como esta, à influência maligna, cancerosa, de um "pastor" como o senhor Jorge Linhares?

Não sou um profundo conhecedor das Leis, mas suponho que o discurso preconceituoso do "pastor" Jorge Linhares infrinja algumas delas. E sei que seu "sermão" odioso foi filmado por dezenas de câmeras. Gostaria muito de vê-lo na cadeia.

A liberdade religiosa não implica no direito de fazer apologia da homofobia. E se é este tipo de crápula que fala em nome de Deus nas igrejas evangélicas...

... o Diabo está bem representado.

Pablo Villaça, no blog Diário de bordo.
dica do Christiano Jabur (Via Pava)

Bom, eu já lá tinha minhas reservas com esse cara... E repito o que já disse anteriormente, tomara que a população, principalmente de advogados, despertem um certo prazer por processar esses caras!

Esta é uma razão pela qual não acredito mais na instituição... Deixaram Deus lá atrás. Infelizmente não dá. Está de tal forma apodrecido que não há mais salvação na minha humilde opinião.

Outra coisa que seria muito bom era se aprovassem uma lei tributária que obrigasse todas as instituições religiosas a demonstrar seus gastos!!! Aí a turma ia ficar mansinha...

Mas claro, iriam dizer que começou a perseguição religiosa no Brasil... blá blá blá.

Bom, é a vida né... Volta logo Jesus

18 dezembro 2008

A Cabana

Terminei ontem a noite o livro A Cabana. Muitos, mas muitos mesmo já haviam me falado sobre esta obra, estava esperando pra ler emprestado, mas acabei comprando e minha esposa leu primeiro. Ela já foi a loucura com o texto... restava eu.


E assim foi, três sentadas e pronto. Tinha lido.

A Cabana é uma obra prima. Por não ser uma obra repleta de evangeliquices ou mais ainda, sem nenhuma obrigação teológica.

Teólogos de plantão que conheço teriam ataques de convulsão com algumas coisas citadas no livro. Coisas que gente de coração simples nem pensa e nem se incomoda.

Gente como um primo que outro dia me dizia: "Essa história de quem vai pro céu e quem não vai eu não gosto! Porque não fui eu e nem foi você quem fez o céu, certo? E se quem fez o céu foi Deus ele vai colocar lá pra dentro todo mundo que ele quiser, certo? Então o meu negócio e dar um jeito de ter meu nome na lista na mão do porteiro lá na entrada... e só."

A história de Mack vai te envolver de uma forma impressionante. Leia este livro ontem!

Afinal: "Mack, você não me conhece... eu não sou assim. Isso é obra de vocês, achar que Deus é dessa ou daquela forma".

E a gente descobre que Deus está falando com a gente...

Quando o belo vem sem etiqueta

Recebi por email e repasso:

Quando o belo vem sem etiqueta...

O cara desce na estação do metrô de Washington vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush
matinal.

Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.

A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço,
indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.



E você?

Pára para admirar obras de arte?
Um por do sol
Uma boa música
Uma pintura
Um rosto
Uma fotografia
Um olhar
Uma árvore
Um bonsai
Um amor

No ritmo em que estamos vivendo, essa vida não vale pra nada...

17 dezembro 2008

Vídeo de Natal pra você



Ok ok.. eu sei que os caras estão falindo... mas a idéia é superar não é???

10 dezembro 2008

2 Denários


Li esta mensagem em um grupo de emails que participo. Acredito que será uma ótima leitura para você também... afinal, quem é teu próximo???

Domingo à noite, após a reunião, fomos até o centro da cidade para ver uma apresentação natalina. Estava muito cheio gente e permaneci de longe tentando ouvir. Passado algum tempo chegou uma pessoa que fazia um tempo eu não via. Uma cristã verdadeira, porém absorvida em pensamentos e concepções evangélicas, que não do Evangelho. Não a julgo de maneira nenhuma, pois faz o que muito fiz. Por aqui nesses dias é inevitável as perguntas: “ E vocês estão bem? Foram afetados pela enchente?”.

Após saber que tudo estava bem, ela começou sua explanação de livramento: “Eu passei a noite repreendendo pra gente ficar imune, afinal Deus faz diferença entre seus justificados pelo sangue de Jesus. Mesmo que seja verdade que muitos crentes foram atingidos” E eu sem querer ser grosseiro só dizia: “pois é”. Tentei desconfortá-la: “Acho que quem Deus “imunizou” tem o dever de ajudar os afetados não é? Fiquei triste de ver igrejas mantendo suas programações normais, enquanto a água engolia muita gente. Sua igreja fez algo em favor das pessoas?” . “Não” ela me disse. “temos lá 3 cestas básicas mas Deus não nos mostrou o que fazer com elas”. Eu ouvi isso ao fundo de hinos cristãos em praça pública, executados por “mundanos” que fizeram uma campanha pra arrecadar brinquedos usados pra crianças na redondeza pra não passarem o natal em branco. Fui remetido a uns minutos antes, quando estávamos na reunião da estação lendo em Lucas 10, o bom Samaritano, onde conclui:


Um teólogo perguntou a Jesus: Mestre que devo fazer pra ser um salvo? Ao que Jesus respondeu: Como resumes tua teologia? “ Amar a Deus sobre tudo e de toda forma, e o próximo como a si mesmo” – respondeu o teólogo. E Jesus retornou: “bingo”, faz isso e serás salvo. Infelizmente, Jesus ouve sua última pergunta:“Quem é o meu próximo?”.

Então Jesus decide contar uma história:

Certa família foi pega de surpresa por uma tragédia. Uma chuva intensa, fez com que um barranco desmoronasse nos fundos de sua casa e trouxe lama até sua cozinha. Eles olharam e viram que muito mais podia vir abaixo. Quando desceram a rua pra pedir ajuda pra salvar os móveis, perceberam que estavam ilhados pela água que havia tomado a rua com mais de 1 metro de altura. Ficaram desesperados por uns 4 dias, mesmo tendo sido alojados num galpão de uma igreja católica pela defesa civil. Pouca coisa sobrou de seus poucos pertences e a casa condenada.

Diante da situação um pastor lamentava, pois as coisas podiam ser diferentes se esse povo se voltasse pra Deus. Desse modo as pessoas ficariam protegidas, assim como ele foi. Por isso não pode parar, ele tinha um culto pra prestar ao Deus que o socorreu. Era também dia de entregar sua oferta no altar.

Logo depois, passou um ministro gospel, que teve de fazer um contorno imenso por outro caminho pra chegar no templo. Quase chegou atrasado pra campanha de 72 horas de louvor sem interrupção. Felizmente chegou bem no horário de sua escala.

Pra salvação da família que havia perdido tudo, um próximo bem distante, quem sabe de Recife, São Paulo ou Porto Alegre ou mesmo do outro lado da cidade, falou com sua patroa:“ Pega umas roupas e aquele colchão do quarto de visitas. Pega também uns 2 denários lá na gaveta pra comprar uns mantimentos. Tem uma carreta que vai levar isso pra umas pessoas que precisam mais do que nós. Depois com o décimo terceiro a gente vê se consegue ajudar um pouco mais.

No final a pergunta de Jesus: Qual desses é o próximo?

Amar a Deus com força, coração, alma e entendimento é direcionar o serviço ao próximo, mesmo que seja com apenas 2 denários.

Denário = renda pelo trabalho de 1 dia. Na média salarial brasileira uns R$ 25,00.

Ronie no Caminho da Graça - Estação Brusque

08 dezembro 2008

Onde um ou mais estiverem reunidos...


Essa aí é a foto registro da turma do Caminho que se reuniu nesse domingo para fazer um belo churrasco no clube da Caixa Economica Federal (valeu Angélica por descolar isso pra gente!).

E seguindo a regra de Jesus... foi um dia inteiro em igreja! Como igreja! Vivendo igreja! Sendo igreja!

Um abraço a cada um e obrigado pelas mãos dadas nesse caminho!

Em todos os cantos

Estava sujo de lama quando o vi. Os olhos cheios de lágrimas que escorriam revelando finas linhas de pele escura sob o lodo malcheiroso da enchente. Chorava entre as casas destruídas, entre os destroços, entre o desespero. Vi o amor escorrendo como lágrima em dor e angústia e o desejo de abraçar a todos.


Vi-o também caminhando convicto carregando móveis, roupas e eletrodomésticos completamente destruídos, escorrendo suor, juntando entulhos, limpando bueiros.

Encontrei-o fardado, em tanques e caminhões, carregando macas. Vislumbrei-o de longe, chorando e assustado em casas inacessíveis.

Vi-o passando fome, bebendo água contaminada.

Observei a força de seus braços carregando alimentos e colchões. E vi o misto de tristeza e esperança em seus olhos enquanto separava roupas, brinquedos e comida nos galpões que recebiam doações.

Encontrei-o criança, inseguro, agarrado na saia da mãe; e idoso, suportando o rombo que lhe rebentou a alma enquanto toda sua vida deslizava em avalanches de lama, árvores, telhas e história.

Abracei-o, enfim, num canto isolado e inacessível, e choramos juntos.

Nos últimos 10 dias, Deus estava por todos os cantos em Blumenau.

Via A Trilha

05 dezembro 2008

Os pregadores e as praças

Sempre que não posso ir em casa para almoçar, fico aqui pelo centro da cidade. O local onde gosto de comer fica a uns cinco quarteirões e a caminho de lá existe uma praça.


Praças são locais muito interessantes... são o berço do sonho para um casal que se apaixona e caminha de mãos dadas, foi também o berço de revoluções e de ideais, o local das greves e das manifestações.


Praça também é desilusão... é onde aquele mesmo casal passa, olha a árvore e se pergunta porque não deu certo. Também é o local onde o pai de família passa seu tempo, absolutamente envergonhado de voltar para casa sem o trabalho e menos ainda, o sustento para casa. É onde os velhos se achegam e contam histórias de um tempo muito distantes, onde tudo era melhor, até as pessoas eram melhores naquele tempo. Na verdade, contam histórias para preencher o vazio que lota suas casas.


Nessa praça há todo tipo de vendedor. Aqueles que realmente estão trabalhando, outros que estão ali até algo melhor aparecer, há os tocadores de flauta, todos com rostos andinos e cabelos escorridos com versões musicais de hinos, salmos, sertanejos, mozart´s e por aí vai. Há sempre os hippies com seus badulaques feitos na calada da noite, há os vendedores de picolés, piquis, goiabas e jabuticabas. Vendem de tudo. Alguns vendem mais do que gostariam de vender. Alguns vendem-se.


Lá no canto da praça, perto de árvores frondosas há um pregador. Você consegue ver seus gestos de longe e debaixo do braço o famoso livro preto. Sua voz aparece na multidão e sua veia quase se arrebenta no pescoço.

Ao lado dele está a sua esposa ou sua seguidora, alguma irmã que nitidamente pertence a mesma igreja. Há nela todo tipo de julgamento nos olhos e suas palavras são ríspidas e carregadas de ódio. Passam por ela algumas meninas em suas mini roupas, como é de uso hoje em dia, e são exemplificadas como obra do diabo. O deficiente mental que caminha abandonado e alheio é possesso do diabo. E quem olha com olhares de desprezo são logo lembrados que irão para o inferno.


Ali estão eles... no mesmo lugar onde Jesus um dia esteve. Enquanto o povo se maravilhava com Ele, aqui o povo os odeia. Enquanto Jesus jogava as pedras no chão, estes as levantam em nome Dele. Enquanto Jesus acolhia, estes ignoram ou julgam. Aliás, nem parecem que falam do mesmo judeu... Pois um eu conheço, este outro de quem falam me parece uma divindade frouxa, ciumenta, vingativa e com muito tempo livre.


Os pregadores são mais um artigo na praça, são um fenômeno cultural, não são mais uma mensagem que consola.


Eles são vendedores de outra categoria... vendem liberdade, vendem absolvição, vendem paz e estão a procura de alguém que compre sua loucura. Afinal, a solidão de se olhar o mundo tão bonito e acontecendo com tanta naturalidade deve ser a tortura destes que acham que ser de Jesus é ser igual eles. São aqueles que fizeram de Jesus seu amuleto, seu reino particular e agora ficam a porta, escolhendo quem entra.


Lembram-me outros... aqueles que ficavam a porta, não entravam e não deixavam os outros entrarem.








César Chagas - 05-12-2008

02 dezembro 2008

Gestão de vida

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas ese tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa

Via Pava

Vamos tomar mais uma???



Pava né...

Vamos tomar uma???



Via Pava... óbvio né...

Oi, cheguei


Ahhh, cheguei!

Oi filhão, estava lhe esperando...

Imagino mesmo, puotzzz, olha que horas são! Tá cada vez mais difícil chegar aqui.

É, eu sei (risos); mas é difícil PARA VOCÊ!!! Eis uma das vantagens de viver fora deste mundo doido, de seus compromissos, agendas, congestionamentos, ansiedades; me dá até pena!

Ué, até parece que tá supreso?!

Eu??? Imagina, só acho que é doidera mesmo, só isto! Mas vamos lá, senta aqui; tá com cara de cachorro sem dono; quer cafuné, quer que eu fique pirulando a orelha?

É meu véio, tá meio feia a coisa; na verdade sou eu mesmo. Essa dor que não passa, preocupação, umas culpas bestas, sei lá cada sentimento e vontade que surgem! Tenho tomado até uns comprimidinhos, mas nada! Fica aqui dentro pulsando feito um coração concorrente...

Filhão, eu já senti isto e você sabe; é difícil ouvir isto, mas vai passar; claro que seria melhor se afastasse este cálice, como disse Jesus, mas vai passar.

Engraçado como antes eu lhe achava grande e eu pequeninho, agora que eu cresci, engano-me pensando que sou maior, mas chegando bem perto dá para ver o quanto sou pequeno e dependo deste chamego, de sentir criança de novo, de me achegar a seu peito, ouvir você dizer tudo isto!

Sabe que é engraçado moleque? O quanto é engraçado a gente demonstrar carinho; a gente paga cada preço por isto, custa a própria vida!

Acho que porque somos de gerações diferentes, a essência pode ser igual, mas demonstrar carinho é sinal de fraqueza, sabe que homem não chora né!?

Não chora pra fora!
Até rimou rssss
Mas como você é meu eterno moleque-menino, pode chorar rsss

Rssss
Não quer saber se aprontei hoje, já que sou menino e moleque para você? rsss

Rsss, Cê acha realmente que eu não sei? Cara-de-pau você!!! Posso até ver tudo o que fez.

Ah, eu sei que agora não, está em outra fase, outro ciclo, mas você já esteve em minha pele, na minha idade, com meus hormônios rssss

Já, já... Por isto que eu sei! Já senti tudo isto, mas não era sem-vergonha!

Tá bravo?

Imagina, eu amo você, você terá um filho ainda e entenderá; você acha que me surpreendo com você? Se você se visse chupando sorvete de chocolate... era previsível a melequeira rsss Você cresceu e seus sorvetes são outros, mas a melequeira e a previsibilidade são iguais rssss
Mas tente ser mais limpinho, né porqueira?
Lembra que sua avó dizia: Tenha bons modos menino? Então, digo o mesmo, na verdade ela quem dizia o mesmo que eu, por incrível que pareça, eu que a ensinei! rsss

Tá bom, eu sei, até por isto que tenho me sentido mal e mau, haja comprimidos...

Filho meu, esquente a cabeça não, eu levei sobre mim todas as dores, em minhas pisaduras você foi sarado, eu amei a você antes da criação do mundo; não carregue um peso que não é seu; já foi levado na cruz.
Só de você estar aqui, falando comigo, já é sinal que o seu peso foi levado, relaxa, desarme-se...

É DEUS, tentarei ser prático com tudo isto, obrigado pelo carinho; vou dormir, não sei se tudo isto é alucinação do sono, ou se quando eu falo com o Senhor, isto tudo acontece.
De qualquer forma é bom fantasiar com um DEUS que é bonzinho e carinhoso.

Ah se você soubesse meu filho, ah se você soubesse. Um dia saberá!
Durma com DEUS, opsss, durma comigo rssss
Já dormiu né!? Enquanto você dorme eu ainda vou fazendo umas coisas por e para você!!!



Texto escrito pelo Dinho, o Dorminhoco do Caminho no ABC

A igreja quebra galho da videira

Olá pessoal, Me perdoem por demorar tanto para postar.
Graças a Deus estou trabalhando muito e estou pra lá de feliz com isso!
Também tenho lutado todos os dias pra transformar em vida aquilo que em mim é teórico.
Bom, até lá, vou colocando textos que leio e falam comigo.
Por favor, não me entendam como um provocador... eu apenas estou nesse caminho de descobrir Cristo e tentar vivê-lo.
Infelizmente, vamos tateando e buscando, sem saber bem ao certo o que econtraremos... apenas guiados por aquela certeza de se estar no rumo certo. bom, tá aí um texto muito interessante:

Jesus disse que Ele está para nós assim como a Videira está para os ramos.

Sem videira todo ramo é pedaço de pau e somente isto.

Sim! É madeira morta, boa para ser queimada.

Os cristãos, no entanto, foram enganados e deixaram-se enganar, pois, desde que se determinou que "fora da igreja não há salvação", que a Videira passou a ser a "igreja", e, também, desde então, o Agricultor, que, segundo Jesus é o Pai, entre os cristãos é o Pastor, ou, em alguns grupos, o Corpo de Doutrina pelo qual se faz a "poda" de membros.

Assim, para o crente, "permanecer em Jesus", [João 15], é permanecer firme na "igreja", freqüentando, participando e se submetendo a tudo.

Do mesmo modo, "dar fruto", segundo os crentes e suas emoções condicionadas por anos de engano religioso, é evangelismo como programa, é acampamento como devoção, é célula de crescimento, é cantar no grupo de louvor, é ir à reunião de oração, e, sobretudo, é dar o dízimo em dia.

E o mandamento de amar uns aos outros é algo que os crentes entendem como amar os que são iguais a eles enquanto os tais não ficarem diferentes. Nesse dia eles viram desviados.

Ainda no mesmo andar de engano, os crentes pensam que "ser lançado fora" da Videira é ser disciplinado pelo Agricultor Pastoral ou pelo Conselho de Agricultura que aplica o Corpo de Doutrinas disciplinadoras e excludentes, aos quais supostamente não se equivocam ao separar o joio do trigo no campo do mundo-igreja.

Ser “amigo de Jesus” [João 15], para os crentes é estar em dia com a doutrina, o dizimo e a freqüência.

Assim, para a maioria dos crentes, emocionalmente, é assim que João 15 é sentido e praticado.

Ora, o resultado é o desastre cristão desses quase dois mil anos!

De fato, a religião cristã é um estelionato espiritual, pois, chama para si, como se fora Deus, aquilo que é de Deus e somente passível de realização Nele.

O que Jesus dizia era tão simples.

O que Ele dizia é apenas isto:

Absorvam a minha Palavra; o meu ensino; e o pratiquem com amor por mim e por todo ser humano. Se vocês sempre crerem que a Vida de vocês está em mim e vem da obediência ao mandamento do amor, então, vocês serão meus amigos; e, assim, toda a verdade de minha Palavra será fato e bem na vida de vocês. Mas, sem mim, sem vida em meu amor, sem absorção do Evangelho no coração, por mais que vocês tentem viver e buscar o bem, de fato vocês serão apenas como galhos soltos, secos e mortos; existindo sob o engano de que existe vida em vocês, quando, de fato, pela própria presunção de vocês, estarão mortos sem o saberem.

O resto a História do Cristianismo nos conta!


Caio
24 de novembro de 2008
Lago Norte
Brasília DF

17 novembro 2008

A história de Yunus


Por não conhecer Jesus da forma como conhecemos e pregamos em nossas igrejas, Yunus pôde ouvir e fazer exatamente aquilo que Jesus espera de nós.

Yunus é muçulmano e é um Nobel da Paz!

Você pode conhecer um pouco mais da história dele acessando esse link aqui na wikipedia e também pode ler o excelente texto: "Graças a Deus, Yunus não é Cristão Tradicional" no blog do Bento.

Mas em resumo (por favor, tire um tempo e leia a história inteira), Yunus foi contra tudo e todos e resolver emprestar, veja bem, emprestar dinheiros aos pobres ou paupérrimos! Seu primeiro empréstimo foi de 27 dólares para 42 famílias, num ato de desespero para conseguir ajudar alguns, pegou o que tinha no bolso e a partir daí, criou um conglomerado bancário que só ajuda a pobres!

Ele foi o criador do microcrédito, algo que já podemos ver de forma ensaiada no Banco do Povo ou até no Banco da mulher aqui em Uberlândia.

Dê uma lida na história do cara, além de um genial economista, tem um coração tão grande quanto genial.

Obrigado ao Chico, dos Mentores do Caminho... que enviou este email ao grupo hoje.

Assistencialismo

Bom, quem anda mais pertinho de mim conhece meu grito por justiça social e minha completa ojeriza por assistencialismo!

Acredito no trabalho, acredito em dar a vara! Por isso penso bem diferente do governo atual, mas não vem ao caso agora... Só quis colocar essa frase que achei em um texto que vou postar depois.

"Quem dá esmola a um pobre que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão"

Sabedoria Paraibana

Ladrão que rouba ladrão....

Vinte cercam funcionários da Igreja Universal e levam R$ 52 mil de doações

Funcionários da Igreja Universal do Reino de Deus foram cercados por 20 homens armados na Rua Poética Musical, na Cidade Ademar, zona sul de São Paulo, no último domingo.

De acordo com as vítimas, os assaltantes estavam em quatro carros, armados com fuzis e metralhadoras, e usavam máscaras e capuzes para não serem identificados.

O bando levou R$ 52 mil arrecadados de fiéis pela igreja. Uma das vítimas, que é policial militar, teve um celular e uma arma calibre 38 levados pelos assaltantes. O caso foi registrado no 43º Distrito Policial.

fonte: O Globo Online

Testemunhas alegam que os gatunos ainda saíram cantando: "Restituí... peguei de volta o que é meu!" =)

Via Pava com o toque do humor do Thiago!

Docemente esquecê-lo

Dá-lhe Brabo:


O projeto de esperar a outra vida me cansou, e resolvi abraçar esta. Gostar da simples existência, amar a vida e querê-la de todo jeito, mas do jeito em que se possa gozá-la melhor. [...] E comecei a achar um banho de chuva melhor do que a missa; a reunião inútil com meus amigos na praça, melhor do que a falsa utilidade da reunião de catequese; uma cerveja a sós, escutando Chico Buarque ou Mônica Salmaso ou João Sebastião Bach, me caíam bem mais em conta para um prazer do que a palestra que me havia sido incumbida proferir no ECC (sim, eu era o menino de ouro, o protegido prodígio da Diocese, porque aos 17 anos já ministrava cursos de teologia, e palestras doutrinárias em todo tipo de reunião). Entendi, desse modo, como era maior a tal da Teologia da Libertação, maior do que a paroquialização das CEB’s e do que a cooptação do discurso “libertador” por amplos setores das igrejas. Não era possível promover “justiça social”, lutar pela “democracia popular”, conquistar “direitos sociais”, enfim, não era possível mudar o mundo, se não se mudasse o criadouro de mundos que é a religião, ou melhor, a religiosidade. De nada adianta trocar os mandatários se nunca muda a relação que constitui por dentro o poder, e que baseia-se, obviamente, na “metafísica” subjacente a tudo.

Para ser como ele é preciso esquecê-lo.

[...] Ieshua era pra mim, de verdade, um Mestre nisso. Mas o problema é que não sabia a dosagem de seu esquecimento. Sabia que lembrar-se muito dele atrapalharia tudo, porque é preciso ser como ele e não para ele. E, para ser como ele, é preciso esquecê-lo, docemente esquecê-lo. Esquecê-lo é colocá-lo além da memória, é encarná-lo. Como as pernas e os braços que a gente tem e não se lembra, desde que não haja problemas com isso. Lembrá-lo traz sempre à tona aquelas ridículas desencarnações dele, as imagens de um modelo hollyoodiano loiro, sem força na fala, sem dramaticidade nos gestos, com uma falsa simplicidade, que denota mais os riquefifes de um nobre barroco do que o sorriso largo e companheiro de um artesão do interior.

O que, talvez, ele dissera, era verdade: ele estaria conosco, mas não da forma pessoalmente espiritual como quiseram as Instituições, mas da forma sublime que ele denominou de espírito santo - prefiro escrever com minúsculas, porque é menos hierárquico: isto é, fazendo-nos esquecer dele, para nos encontrarmos com a vida e com a sua realidade fantasiosa. Dando-nos, a qualquer um que o queira, o nosso espírito de volta, isto é, a carne com a saudade e a fantasia que ela traz.


Rondinelly Gomes Medeiros,
de seu posto no sertão paraibano, entre São Mamede e Patos,
em e-mail que mandou-me semana passada


Via Bacia das Almas

14 novembro 2008

Eric Clapton - Complete Clapton


Pessoal,

Só quero dar uma dica excelente de CD. É a coletânea Complete Clapton, do Eric Clapton.

São quase 40 canções na interpretação desse guitarrista fora do normal, que inclusive já foi chamado de "preguiçoso" ou "mão lenta". Bom, escuta o cara e você vai quer que tá tudo errado!!!

Bom, pra baixar você procura na internet porque eu já baixei, mas não vou incitar os outros a pecarem... kkkkkkkkkkkkk

Tô enchendo o saco... pega aqui

O buraco negro

Recebi a indicação desse curta pelo Chico, do Caminho.

Muito... mas muito bom:



Claro que era pra ser uma piada... mas pense aí... será que não faríamos parecido?

12 novembro 2008

Ensaio da banda

Olá pessoal,

Sexta feira tem ensaio lá em casa... a idéia é tocar igual o pessoal aí...


29 outubro 2008

COISAS QUE FAZEM MAL QUANDO VOCÊ FAZ O BEM

Meus amigos... hoje leio este texto como café da manhã! Bom apetite:

As afirmações abaixo são verdadeiras.

Se você gosta de evitar fazer o mal, não leia.

Caso você deseje fazer o mal, leia.

Se você é bom, leia com atenção. Pode ser que você mude de idéia acerca de você mesmo.

Havendo dúvida, leia assim mesmo.

Havendo certeza, não perca seu tempo. Leia outra coisa.

Não havendo nada para fazer, faça o bem.

Se você não sabe o que é bom, olhe no espelho, abra a janela, beba água, ande, coma, beba, ame, e não se sinta culpado por gostar dessas banalidades. Faz bem!

Preparado? Não fique demais. Não há nada maravilhoso e nem tampouco novo sendo escrito aqui.

Leia então:

1. É mal fazer o bem para todo aquele que é mau. Ele o odiará pela maldade de seu bem.

2. É mal pensar o bem acerca de quem só concebe o mal. Ele usará você sem escrúpulos.

3. É mal desejar que o Bem aconteça a quem o inveje por você ser bom. Ele o julgará superior e o invejará com todo ódio.

4. É mal realizar o bem a quem tem complexo de inferioridade em relação a você. Ele crerá que você o está humilhando.

5. É mal não fazer nada de mal a quem só deseja o mal a você. Ele não agüentará a sua não-resposta às provocações.

6. É mal ajudar o covarde quando ele está em desvantagem. Ele pensará que você é cúmplice.

7. É mal fazer o bem aos que tudo vêem como impuro. Sua bondade será interpretada como frouxidão.

8. É mal fazer o bem aos que o adulam. Eles pensarão que sua bondade é pagamento e tentarão ampliar os negócios com sua alma.

9. É mal fazer o bem a quem não ama. Ele nunca acreditará em você.

10. É mal fazer o bem a quem cobiça. Ele desejará seu bem a serviço dos interesses dele.

Bem, já que é assim, dê uma surra de bondade no mundo!

Transgrida esses princípios sempre. Será para o seu Bem. Espero que você seja incorrigível.

Seja esse pecador. Peque esse pecado. Sofra desse mal. Você está condenado!

Graças a Deus!

Caio


E é exatamente isso que desejo a nós, que sejamos incorrigivelmente bons!

27 outubro 2008

Ensaio sobre a Cegueira


Terminei na semana passada o livro Ensaio sobre a Cegueira.

Agradecimentos a Rayana (que me emprestou o livro dela) e a Nayara (que me deu este livro de presente de aniversário.).

A obra de Saramago beira a perfeição. É claro que todo mundo vai querer assistir ao filme, mas se posso dar um conselho, leia o livro! Cada nuance abordado pelo autor e os milhões de citações de frases de domínio público é uma obra a parte!

A questão abordada, de uma forma metafórica, é exatamente a efemeridade de nosso sistema! É o fato de aquilo que nos diferencia dos animais é algo tão tênue que basta que o mundo fique cego e todos os nossos sistemas vão falir. Basta que não possamos mais ver e nosso caráter salta a tona com toda a velocidade e se revela, todo o nosso egoísmo e maldade virão se manifestar se nenhum olho nos observa...

Indico para leitura! Excelente livro!

24 outubro 2008

Chama que arde sem queimar

Um casal amigo meu me enviou este vídeo!

Não gosto muito de vídeos que ficam falando que amor deve ser assim ou é assado. Não gosto quando ficam colocando determinismos nas relações de amor. Lembra da história de corte ou namoro com tempo determinado pra casar... acho isso tentar controlar o incontrolável e trazer para o campo da razão algo que de razão não tem absolutamente nada.

Mas veja o vídeo... eu gostei bastante:




Valeu Zorro e Zara (pseudônimos do casal meu amigo)

23 outubro 2008

Provavelmente, não existe Deus!


Alguns ônibus de Londres poderão levar, a partir de janeiro, pôsteres com um slogan pouco comum: "Provavelmente, Deus não existe".

A campanha ateísta é da British Humanist Association (BHA, na sigla em inglês) e tem o apoio do acadêmico britânico Richard Dawkins, autor do livro "Deus, um delírio" e conhecido pelos seus documentários questionando o papel das religiões.

O objetivo da BHA com a campanha é "promover o ateísmo na Grã-Bretanha, encorajar mais ateístas a assumirem publicamente a sua posição e elevar o astral das pessoas a caminho do trabalho".

Com o dinheiro levantado em doações, o grupo quer colocar pôsteres em dois grupos de 30 ônibus por quatro semanas.

O slogan completo diz: "There's probably no God. Now stop worrying and enjoy your life" ("Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida", em tradução livre).

"Nós vemos tantos pôsteres divulgando a salvação através de Jesus ou nos ameaçando com condenação eterna, que eu tenho certeza que essa campanha será vista como um sopro de ar fresco", disse Hanne Stinson, presidente da BHA.

"Se fizer com que as pessoas sorriam, além de pensar, melhor", concluiu.

Como os organizadores conseguiram arrecadar mais do que planejavam, eles pretendem colocar os pôsteres também do lado de dentro dos ônibus.

A BHA também estuda a possibilidade de estender a campanha para outras cidades, incluindo Birmingham e Manchester, na Inglaterra, e Edimburgo, na Escócia.

"A religião está acostumada a usufruir de benefícios tributários, respeito não merecido, o direito de não ser ofendida e o direito de fazer lavagem cerebral nas crianças", disse Dawkins.

"Mesmo nos ônibus, ninguém pensa duas vezes quando vê um slogan religioso. Esta campanha fará com que as pessoas pensem - e pensar é um anátema perante a religião", completou.

Mas Stephen Green, da organização Christian Voice (Voz Cristã, em uma tradução livre), disse que "ficará surpreso se uma campanha como essa não atrair pichação".

"As pessoas não gostam de receber sermão. Às vezes, é bom para elas, mas, ainda assim, elas não gostam", afirmou.

No entanto, a Igreja Metodista agradeceu Dawkins por incentivar um "interesse constante em Deus".

"Esta campanha será uma coisa boa se fizer com que as pessoas pensem nas questões mais profundas na vida", disse Jenny Ellis, reverenda metodista.

"O Cristianismo é para pessoas que não têm medo de pensar sobre a vida e seu significado", completou a religiosa.

fonte: BBC
dica do Alexandre Cassimiro / Obviamente no Pava


Uma das coisas que acho mais interessantes nos movimentos ateístas é exatamente contra o quê eles lutam! E descubro que em boa parte das brigas, os ateus e eu estamos do mesmo lado. Vejo que boa parte da argumentação deles está diretamente voltada contra a religiosidade e não contra Deus!

Assim, quando a briga é essa, estamos do mesmo lado!

O que acho mais incrível é que aqueles que creêm em Deus é que deveriam ser os autores de uma frase como: Hey, Deus existe! Então pare de se preocupar e vá curtir a vida!

Não é tão óbvio que o fato que nós deveríamos ser os lançadores dessa semente de paz? Mas ao contrário, por anos a fio lançamos correntes e barras de ferro. Somos os agentes que aprisionam! Não os agentes que libertam!

Assim, através dos nossos processos somos os agentes do medo e do terror. Não damos vida abundante, nós sugamos a pouca que existe!

E agora, mesmo em um processo de busca de liberdade, ficamos boquiabertos com o fato de Deus estar no mundo... agindo em todo o mundo e todo mundo. Assim, mesmo nós ainda não acreditamos mesmo nesse negócio de Deus fazer o que quiser através de quem quiser!

Assim, espero ainda chegar o dia em que eu possa dizer pra mim mesmo: Hey, Deus existe! Então, pare de ser preocupar e vá curtir a vida!

22 outubro 2008

Depois da Curva (Gessinger)

Link pra canção no youtube

"amanhã, talvez /esse vendaval faça algum sentido
dá pra se dizer /qualquer coisa sobre todo mundo

por hoje é só / vou deixar passar a ventania
talvez amanhã / vento, vela e velocidade
mar azul / céu azul sem nuvens
logo ali… depois da curva /ali, logo ali, ali… depois da curva
amanhã talvez / esse temporal saia do caminho
dá pra escrever / o papel aceita toda qualquer coisa
por hoje é só /vou deixar passar a tempestade
talvez amanhã / água pura e toda verdade
mar azul / céu azul sem nuvens

logo ali… depois da curva ali, logo ali, ali… depois da curva
ali, logo ali, ali… depois da curva
ali, logo ali / eu vi, eu vim, venci a curva"


A razão de eu postar essa canção aqui tem a ver com o fato de gostar dela. Outra razão é pelo fato de me identificar com ela. Afinal, minha vida atravessa o mesmo caminho.

Deixar tanto para trás e lançar fora fundamentos que hoje já não suportam nada, não é e nunca será fácil. Se livrar de tanta história e saber a diferença entre saudade e lembrança é um tarefa pra lá de complicada.

E me sinto assim... olhando para a curva e sabendo que há algo por lá.
Me sinto no meio do vendaval, ouvindo tudo e lendo tudo... afinal, dá pra se dizer toda e qualquer coisa.
Mas por hoje é só, vou deixar passar a ventania e amanhã, vento, vela e velocidade!

Mar azul.

21 outubro 2008

O leitor

“Os leitores extraem dos livros consoante o seu caráter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno"

Friedrich Nietzsche

Frase


"Quando eu era evangélico, pensava como evangélico, agia como evangélico...depois, deixei dessas coisas..."

Quintela

Para quem quiser me dar...

Acaba de sair a biografia oficial de um dos meus autores prediletos! Já li um monte de livros dele e só não tenho mais porque money que é good, nóis num have!

Mas deixo destacado dois:

Cem anos de solidão, que foi Nobel de Literatura. Um romance fantástico e cheio de enredos, um livro pesado, mas fabuloso! Não recomendo para leitura extensa, tem que ler de uma vez, pois são tantos personagens que se largar o livro 15 dias já não lembra mais quem é quem.


Memórias de minhas putas tristes, este sendo o último livro lançado pelo autor. Somos convidados a mergulhar na sua própria crise com a idade e o passar do tempo. Vemos um personagem velho e definhando, mas ainda sedento de amores que sabe não poder realizar. Não se assuste com o título, o livro é muito bom.

Eis a notícia:

Foi publicada nesta segunda-feira a primeira "biografia autorizada" do escritor colombiano Gabriel García Márques, vencedor do Nobel de Literatura. O anúncio foi feito pela editora Bloomsbury, responsável pela obra. O livro Gabriel García Márquez, A Life é fruto de entrevistas concedidas pelo escritor ao jornalista britânico Gerald Martin, autor da publicação, durante 15 anos. Martin, catedrático da disciplina Línguas Modernas da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, é considerado pelo escritor colombiano como seu biógrafo "oficial".

Segundo a Bloomsbury, Martin se esforçou para apresentar em seu livro "a tensão" na vida do romancista "entre a fama e a qualidade literária, entre a política e a literatura, entre o poder, a solidão e o amor".

16 outubro 2008

O Cristo do Sertão e a Idolatria

Bom, eu já tinha falado do Cristo do Sertão no post aí embaixo. Mas outro pensamento me veio e logo outro texto surgiu. Quero falar sobre a idolatria e identificação.

A primeira vez que estive no Nordeste foi numa viagem para Fortaleza, fui de ônibus conhecendo o sertão do Piauí e Ceará. Naquelas estradas ia conhecendo o povo, conversando com eles, observando seus costumes e divagando sobre como somos tantos povos sob uma mesma bandeira.

Gente simples, gente simpática, gente antipática, gente que roncava, gente que dormia, gente que chorava, gente que sorria. Eram gente.

E nós, os chamados protestantes ou evangélicos, apontamos este povo como idólatras porque quase todos traziam ao peito Nossa Senhora ou se agarravam ao santo que mais lhe agradava. Alguns chamavam a Padre Cícero, ou como lá é conhecido: Padim Ciço! Essa gente simples que vai pela vida com uma força que desconheço e ama seu povo e sua terra.

A esses eu tanto julgava! Mas conhecendo o Cristo do Sertão me bateu uma idéia. Uma dessas boas sabe?

Você já se sentiu envergonhado em um jantar chiquérrimo? Ou se sentiu um idiota com outras pessoas falando um idioma diferente ou mesmo um assunto tão profundo que não fazia o menor sentido para você? Já parou pra pensar que gente assim, tão simples, se sente assim na presença de Deus?

A Igreja Católica criou tantos ritos e suas catedrais se tornaram tão suntuosas que gente simples se sente pequena ali. Ali é a casa de Deus, mas não é a casa deles, a deles é de chão batido e cerquinha de graveto. (qualquer semelhança com os templos evangélicos não é coincidência... é reincidência... e burrice)

Aí, alguém cita que existiu um tal padre por ali e que fez milagres! Então, essa gente simples se identifica com aquele que foi gente como ele, viveu como ele e foi capaz de fazer milagre! Gente assim se identifica com uma mãe que obedeceu a Deus e agora, acha que Deus é um ser tão importante e inalcançável que pede o rogar desta mesma mãe a Deus, afinal, Deus é muito distante pra ele.

Quando chamam um santo, chamam alguém que era como nós!
Quando chamam uma santa, chamam alguém que obedeceu a Deus sem hesitar!
Quando chamam um padre, chamam alguém que amou aos outros mais que a si mesmo!
Assim, quando chamam qualquer um destes, é Aquele que responde. Afinal, foi Ele quem viveu, obedeceu, amou, morreu e realizou milagres!

Então, deixe de achar que um católico é idólatra porque chama um nome ou carrega uma imagem. Você não conhece o coração dele! Mas você sabe quem conhece!

Idólatra somos eu e você! Que mesmo sabendo que Jesus morreu por nós e nos deixou a herança do livre acesso ainda ficamos inventando coisas como libertação, óleos ungidos, orações fortes, unções de bichos e por aí vai! Nos enchemos de cargos e liturgias e assim, pisamos na Cruz!

Quando você coloca absolutamente qualquer coisa entre a Salvação de Cristo e você, o idólatra sou eu e você.

Deixe os pequeninos irem até Jesus e só. Não os impeçais!

E viva conforme Jesus viveu!

Lembra que ele não julgou?















Esse aí sou eu no Cristo do Sertão

O Cristo do Sertão


Em uma das cidades que visitei esta semana a trabalho tem uma obra que me chamou a atenção, trata-se do Cristo Crucificado na Serra do Periperi de autoria de Mário Cravo e a obra tem mais ou menos a minha idade: 27 anos.

O que me chama a atenção nesse Cristo é o fato de ele se parecer com o Nordeste. Este Cristo tem as marcas do sertão em seu rosto e a marca da seca e fome por todo o seu corpo, suas formas não são simétricas e belas, muito pelo contrário, soa desproporcional e até feio.

Mas não estou escrevendo para fazer um tratado sobre arte porque não é minha área. Mas escrevo pela intenção do artista de criar um Cristo que se parecesse com seu povo e claro, desabei na questão da devoção. A intenção de Mário Cravo era criar um Jesus que se parecesse com o Nordeste, algo com a cara do povo.

Mas porque criar um Jesus com cara do povo? Porque há séculos o Jesus pregado deixou de ser o Jesus da Cruz em Jerusalém! Há séculos Jesus e suas feições têm sido pasteurizados e moldados para que exerçam um papel, como se fosse um menino propaganda de algo. Os Jesuses que costumamos ver tem olhos azuis, barba lisa, cabelos sedosos e macios, sua pele é boa e suas roupas parecem cheirosas até da telinha.

O problema é que Jesus não era nada assim, nascido naquela região era impossível ter esse formato. Parecido com o Jim Caviezel??? Mas nunca que era parecido!

Mas o Cristo do Sertão não! Ele é diferente! Naquela cruz também leva a fome, leva a seca, leva as meninas que são usadas nas estradas, leva o sertanejo sem perspectiva morrendo a míngua, leva o descaso dos governantes, leva o sangrar calado dos jovens que vão morrendo nas ruas, leva a pobreza e a miséria do povo do sertão.

Um filme com um Jesus assim não faria sucesso! Porque não chamam o Fábio Assunção ou o Gianechini? Afinal, eles são mais bonitos né?

Mas o Jesus do Sertão parece dizer que realmente se importa com esse povo. O Jesus do Sertão realmente tomou sobre si os nossos pecados!

Mas talvez por isso o Cristo do Sertão não seja assim tão famoso... Não tem nada a ver com os Jesuses Superstar! Acho que poucos usariam uma correntinha com a imagem deste Cristo... é meio feio né?

E o pior é pensar que Jesus era assim comum... e nós? Nós somos um povo que se parece muito pouco com ele... inclusive pelo fato de ele sempre pensar nas pessoas... e nós não.


diabo? nem te conto amiga!!!

Gente, essa eu tinha que postar... hehehe... dei boas risadas sozinho aqui... sem preconceitos ok?

*****************

E DEUS criou a mulher...

Houve harmonia no paraíso.
O diabo vendo isso, resolveu complicar...

Deus deu à mulher cabelos sedosos e esvoaçantes.
O diabo deu pontas duplas e ressecadas.

Deus deu à mulher seios firmes e bonitos.
O diabo os fez crescer e cair.

Deus deu à mulher um corpo esbelto e provocante.
O diabo inventou a celulite, as estrias, as rugas e o culote.

Deus deu a mulher músculos perfeitos.
E o diabo os fez ficar flácidos com o tempo.

Deus deu à mulher uma voz melodiosa.
O diabo a fez falar demais.

Deus deu à mulher um temperamento dócil.
E o diabo inventou a TPM.

Deus deu à mulher um andar elegante.
O diabo investiu no sapato de salto alto.

Então Deus deu à mulher infinita beleza interior.
E o diabo fez o homem perceber só o lado de fora.

Só pode haver uma explicação para isso:
O diabo é G A Y!

Via Pava

13 outubro 2008

Pouca Vogal


Pense num homem feliz!!!

Humberto Gessinger acaba de lançar um novo CD: Pouca Vogal.

Você encontra mais informações aqui.

fica a entrevista do cara!

Caramba, como eu gosto de ouvir esse cara. Já baixei o CD, depois comento mais:

*****************************

Oi. Isto é o que chamam de “release”.

Meu nome é Humberto Gessinger. Pouca Vogal é um duo que formei com Duca Leindecker. Venho dos Engenheiros do Hawaii, banda que montei em 1985 e com a qual, até 2008, lancei 18 discos e 5 DVDs.
Duca vem da banda Cidadão Quem, formada em 1990, com 7 discos e 1 DVD lançados. Também já lançou um disco solo, além de fazer trilhas para cinema e teatro.
Mais detalhes sobre nossas histórias podem ser encontrados nos sites www.engenheirosdohawaii.com.br e www.cidadaoquem.com.br.

Vamos ao que interessa. Por onde começo? Não sei… Escrevendo release sou um fracasso. Vou tentar outra forma. Que tal eu me entrevistar? Aí vai:

HG: Como vocês se encontraram?
AgAgê: É uma história antiga, da segunda metade do século passado. Ali por 85, eu encontrei na rua um moleque que tocava guitarra. Ele sabia que eu tinha comprado uma Fender Telecaster. Na época, não era fácil descolar instrumentos legais. O menino ficou de passar lá em casa pra conferir a guitarra. Fiquei chocado quando vi ele tocar. Tirou sons da minha guitarra que eu não imaginava que estivessem lá. Tocava demais! Técnica, estilo, emoção e o diabo a 4. Esse garoto era o Duca Leindecker.
Aperta a tecla FastForward… Em 2004, Duca me convidou para participar do CD/DVD Cidadão Quem No Theatro São Pedro. Tocamos Terra de Gigantes, uma canção que eu havia escrito e gravado com os EngHaw.
FF de novo. Em 2007, Duca me pediu uma música para o novo disco da Cidadão Quem. Havia uma da qual eu gostava muito e só não tinha gravado ainda por achar que faltava alguma coisa. Passei para o Duca, que matou a charada escrevendo um novo refrão. A música é A Força do Silêncio e está no disco 7.
Agora, com a coincidência da pausa de nossas bandas, partimos para o Pouca Vogal.

HG: Por que o nome Pouca Vogal?
AgAgê: É um chiste com nossos sobrenomes, Leindecker e Gessinger. Se quisermos fazer um pouco de sociologia de boteco, podemos falar de como as vogais vão rareando à medida em que descemos pelo mapa do Brasil. O frio vai aumentando, a vegetação fica mais tímida, o verde vai ficando mais parecido com o azul, as pessoas mais introspectivas. Imigrantes com suas consoantes. Ao mesmo tempo em que exageram, algo de verdadeiro guardam essas generalizações.
Pelo Aurélio, vogal é o fonema que se produz com o livre escapamento de ar pela boca. Consoante é o fonema que resulta do fechamento ou estreitamento de qualquer região acima da glote.




HG: Há outros músicos acompanhando vocês?
AgAgê: Não. Só nós 2. É um formato que sempre me fascinou. Seja um duo de violões clássicos como os irmãos Assad, uma dupla caipira como Pena Branca & Xavantinho, um lance pop como Simon & Garfunkel ou jazz como Larry Coryell & Philip Catherine, há algo especial quando duas pessoas estão tocando. Depois do solo, é o mínimo. Mas, nesse mínimo, pode rolar o máximo diálogo musical. Duca já fez trabalhos geniais em duos com Frank Solari e com Borghettinho.

HG: Quais instrumentos vocês usam?
AgAgê: Eu sigo nos instrumentos acústicos: violão, viola caipira, dobro, harmônicas, piano. Além da MIDI Pedalboard, que é um teclado que a gente toca com os pés. Duca toca guitarra, violões com afinações esquisitas e bombo legüero, um instrumento de percussão característico do pampa.
É bem intenso. Em momentos, eu toco violão, harmônica, faço baixos com os pés enquanto o Duca sola na guitarra e faz percussão. Tudo ao mesmo tempo. Geralmente, quando um artista chega à quilometragem em que chegamos, pensa em desfrutar do conforto de um repertório já conhecido e de vários bons músicos aparando arestas. Mas nós estamos vibrando em outras freqüências, definitivamente. Queremos sair da zona de conforto por achar que só tensa a corda vibra legal. A vida é mesmo muito curta pra ser pequena.

HG: Qual é o repertório?
AgAgê: A partir do dia 11 de setembro, 8 músicas inéditas estarão no site www.poucavogal.com.br. O pessoal vai poder baixar, não vamos cobrar nada, é free. Não estamos interessados em transformar esta atitude em um “assunto”. Nosso interesse nos intestinos da indústria cultural é próximo de nenhum. Nos shows, vamos tocar, além destas, algumas músicas dos Engenheiros do Hawaii e da Cidadão Quem.

HG: Quais são e como surgiram as músicas novas?
AgAgê: TENTENTENDER: a idéia me veio num vôo enquanto eu observava a sombra do avião rastejando lá embaixo. Mandei uma demo para o Duca e ele reescreveu a melodia do refrão.
DEPOIS DA CURVA e BREVE: Duca me mandou as músicas e eu escrevi as letras. A primeira fala da esperança de encontrar coisas melhores depois da curva, depois da chuva. Talvez, o amanhã colorido. A segunda é sobre a dificuldade e necessidade de unir firmeza e delicadeza na hora de cair fora. Quando ser bravo é ser breve, hay que endurecer, pero sin perder la ternura.
VÔO DO BESOURO e ALÉM DA MÁSCARA: escrevi as duas sozinho, mas já com o duo no horizonte. Dizem que o besouro tem o design menos apropriado para voar. Esta e outras contradições sempre me interessaram. Para além da máscara é que devemos olhar. Além do que é sentido, além do que é sabido.
NA PAZ E NA PRESSÃO: Duca escreveu numa dessas horas em que a gente quer gritar ou sussurrar ¡Tchau Radar!
PRA QUEM GOSTA DE NÓS: um nó nos prende ou nos leva na velocidade de uma milha marítima por hora. Um nó amarra o laço ou o lenço. Eu já tinha escrito há mais tempo, mas só agora cheguei ao arranjo certo. Mistura de viola caipira e guitarra hendrixiana. Pra quem gosta do nó que nos une, Pouca Vogal será um prato cheio.
POUCA VOGAL: escrevi um pouco para explicar o conceito, um pouco para falar da minha ida ao Rio de Janeiro e da volta à PoA. De lambuja, cita Piano Bar (uma canção dos EngHaw) e homenageia Kleiton & Kledir, que melhor souberam, até hoje, misturar regionalismo gaucho e música pop.

HG: Que tipo de reação vocês esperam dos fãs das bandas Engenheiros do Hawaii e Cidadão Quem?
AgAgê: Acho que o maior sinal de respeito de um artista em relação ao seu público é não pensar nele na hora em que cria. Eu não quero que os artistas dos quais eu gosto pensem em mim quando criam. Não quero que os políticos nos quais eu voto façam pesquisas pra saber como quero que eles falem e atuem. Fica parecendo um cão perseguindo o próprio rabo. Quero que eles tenham A Visão e corram o risco de encontrar ou não quem se interesse por ela.
Resumir todas as pessoas que gostam do teu trabalho num estereótipo de “fã” também me parece grosseiro. Cada fã é fã da sua forma, com suas particularidades. Cada um tem seu caminho, sua maneira de passear pela obra. Não gosto que me vejam como produto, por isso não penso neles como consumidores. Obviamente será maravilhoso se todos gostarem de tudo. Se os teatros estiverem todos lotados e as bocas todas sorrindo e pedindo bis. Caso esse mundo ideal não se concretize, estaremos tranqüilos por estar seguindo noss’A Visão.

HG: A banda Engenheiros do Hawaii acabou?
AgAgê: Não. Pretendo voltar quando o Duca encher o saco de mim.

HG: Cidadão Quem acabou?
AgAgê: Que eu saiba, não.

HG: Gostaria de dizer algo mais?
AgAgê: Não sei por que, gostaria de dar nossas datas e locais de nascimento.
Humberto Gessinger: Porto Alegre, 18:30h do dia 24 de dezembro de 1963.
Duca Leindecker: Porto Alegre, 10:30h do dia 5 de abril de 1970.

Porto Alegre, setembro 2008

Geração Algodão Doce

Vou colocar apenas o início do texto aqui... se quiser ler mais, por favor, clique no link.

Eu concordo em gênero, número e grau!

Sou um admirador da hombridade antiga e ainda praticante. Mas infelizmente, não é uma característica tão valorizada assim nos dias de hoje. Mas sigo firme.

Segue:

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Muitas vezes me parece que a geração de papai e mamãe foi melhor do que a minha e do que a de seus pais.

Recordei ainda que quando eu era menino as pessoas morriam por muitas razões. Quase tudo matava. A idade média do amazonense nos anos 50 era de pouco mais de trinta anos de idade. Hoje a idade média no Amazonas beira os 70 anos.

Um jovem de trinta anos hoje, que muitas vezes não casou e não saiu de casa, ainda que trabalhe, sente-se um menino, enquanto, a mesma pessoa, 50 anos antes, sentir-se-ia esmagado por responsabilidades, e preocupava-se com a aposentadoria mais do que com lazer, viagens ou aquisições.

É uma pena que tal “longevidade” não se faça acompanhar do carnegão que antes existia nas pessoas.

Hoje todos são muito fracos e imaturos. As exceções, em geral, acontecem apenas entre os mais pobres. No entanto, falando do todo, o que se tem é que esta geração é fraca.

Sim! Sabem muita coisa, mas são insensatos. Fazem muitas coisas, mas realizam quase nada. Pensam em dinheiro, depois em ter filhos. Antes se pensava em ter filhos, e, então, se corria atrás do dinheiro. Se houvesse alguma separação conjugal, coisa muito rara, a mulher e os filhos tinham prioridade em tudo. Não era uma questão de leis, mas de honradez. Hoje se discute na justiça. Têm-se leis, mas não se tem humanidade.


continua