29 outubro 2008

COISAS QUE FAZEM MAL QUANDO VOCÊ FAZ O BEM

Meus amigos... hoje leio este texto como café da manhã! Bom apetite:

As afirmações abaixo são verdadeiras.

Se você gosta de evitar fazer o mal, não leia.

Caso você deseje fazer o mal, leia.

Se você é bom, leia com atenção. Pode ser que você mude de idéia acerca de você mesmo.

Havendo dúvida, leia assim mesmo.

Havendo certeza, não perca seu tempo. Leia outra coisa.

Não havendo nada para fazer, faça o bem.

Se você não sabe o que é bom, olhe no espelho, abra a janela, beba água, ande, coma, beba, ame, e não se sinta culpado por gostar dessas banalidades. Faz bem!

Preparado? Não fique demais. Não há nada maravilhoso e nem tampouco novo sendo escrito aqui.

Leia então:

1. É mal fazer o bem para todo aquele que é mau. Ele o odiará pela maldade de seu bem.

2. É mal pensar o bem acerca de quem só concebe o mal. Ele usará você sem escrúpulos.

3. É mal desejar que o Bem aconteça a quem o inveje por você ser bom. Ele o julgará superior e o invejará com todo ódio.

4. É mal realizar o bem a quem tem complexo de inferioridade em relação a você. Ele crerá que você o está humilhando.

5. É mal não fazer nada de mal a quem só deseja o mal a você. Ele não agüentará a sua não-resposta às provocações.

6. É mal ajudar o covarde quando ele está em desvantagem. Ele pensará que você é cúmplice.

7. É mal fazer o bem aos que tudo vêem como impuro. Sua bondade será interpretada como frouxidão.

8. É mal fazer o bem aos que o adulam. Eles pensarão que sua bondade é pagamento e tentarão ampliar os negócios com sua alma.

9. É mal fazer o bem a quem não ama. Ele nunca acreditará em você.

10. É mal fazer o bem a quem cobiça. Ele desejará seu bem a serviço dos interesses dele.

Bem, já que é assim, dê uma surra de bondade no mundo!

Transgrida esses princípios sempre. Será para o seu Bem. Espero que você seja incorrigível.

Seja esse pecador. Peque esse pecado. Sofra desse mal. Você está condenado!

Graças a Deus!

Caio


E é exatamente isso que desejo a nós, que sejamos incorrigivelmente bons!

27 outubro 2008

Ensaio sobre a Cegueira


Terminei na semana passada o livro Ensaio sobre a Cegueira.

Agradecimentos a Rayana (que me emprestou o livro dela) e a Nayara (que me deu este livro de presente de aniversário.).

A obra de Saramago beira a perfeição. É claro que todo mundo vai querer assistir ao filme, mas se posso dar um conselho, leia o livro! Cada nuance abordado pelo autor e os milhões de citações de frases de domínio público é uma obra a parte!

A questão abordada, de uma forma metafórica, é exatamente a efemeridade de nosso sistema! É o fato de aquilo que nos diferencia dos animais é algo tão tênue que basta que o mundo fique cego e todos os nossos sistemas vão falir. Basta que não possamos mais ver e nosso caráter salta a tona com toda a velocidade e se revela, todo o nosso egoísmo e maldade virão se manifestar se nenhum olho nos observa...

Indico para leitura! Excelente livro!

24 outubro 2008

Chama que arde sem queimar

Um casal amigo meu me enviou este vídeo!

Não gosto muito de vídeos que ficam falando que amor deve ser assim ou é assado. Não gosto quando ficam colocando determinismos nas relações de amor. Lembra da história de corte ou namoro com tempo determinado pra casar... acho isso tentar controlar o incontrolável e trazer para o campo da razão algo que de razão não tem absolutamente nada.

Mas veja o vídeo... eu gostei bastante:




Valeu Zorro e Zara (pseudônimos do casal meu amigo)

23 outubro 2008

Provavelmente, não existe Deus!


Alguns ônibus de Londres poderão levar, a partir de janeiro, pôsteres com um slogan pouco comum: "Provavelmente, Deus não existe".

A campanha ateísta é da British Humanist Association (BHA, na sigla em inglês) e tem o apoio do acadêmico britânico Richard Dawkins, autor do livro "Deus, um delírio" e conhecido pelos seus documentários questionando o papel das religiões.

O objetivo da BHA com a campanha é "promover o ateísmo na Grã-Bretanha, encorajar mais ateístas a assumirem publicamente a sua posição e elevar o astral das pessoas a caminho do trabalho".

Com o dinheiro levantado em doações, o grupo quer colocar pôsteres em dois grupos de 30 ônibus por quatro semanas.

O slogan completo diz: "There's probably no God. Now stop worrying and enjoy your life" ("Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida", em tradução livre).

"Nós vemos tantos pôsteres divulgando a salvação através de Jesus ou nos ameaçando com condenação eterna, que eu tenho certeza que essa campanha será vista como um sopro de ar fresco", disse Hanne Stinson, presidente da BHA.

"Se fizer com que as pessoas sorriam, além de pensar, melhor", concluiu.

Como os organizadores conseguiram arrecadar mais do que planejavam, eles pretendem colocar os pôsteres também do lado de dentro dos ônibus.

A BHA também estuda a possibilidade de estender a campanha para outras cidades, incluindo Birmingham e Manchester, na Inglaterra, e Edimburgo, na Escócia.

"A religião está acostumada a usufruir de benefícios tributários, respeito não merecido, o direito de não ser ofendida e o direito de fazer lavagem cerebral nas crianças", disse Dawkins.

"Mesmo nos ônibus, ninguém pensa duas vezes quando vê um slogan religioso. Esta campanha fará com que as pessoas pensem - e pensar é um anátema perante a religião", completou.

Mas Stephen Green, da organização Christian Voice (Voz Cristã, em uma tradução livre), disse que "ficará surpreso se uma campanha como essa não atrair pichação".

"As pessoas não gostam de receber sermão. Às vezes, é bom para elas, mas, ainda assim, elas não gostam", afirmou.

No entanto, a Igreja Metodista agradeceu Dawkins por incentivar um "interesse constante em Deus".

"Esta campanha será uma coisa boa se fizer com que as pessoas pensem nas questões mais profundas na vida", disse Jenny Ellis, reverenda metodista.

"O Cristianismo é para pessoas que não têm medo de pensar sobre a vida e seu significado", completou a religiosa.

fonte: BBC
dica do Alexandre Cassimiro / Obviamente no Pava


Uma das coisas que acho mais interessantes nos movimentos ateístas é exatamente contra o quê eles lutam! E descubro que em boa parte das brigas, os ateus e eu estamos do mesmo lado. Vejo que boa parte da argumentação deles está diretamente voltada contra a religiosidade e não contra Deus!

Assim, quando a briga é essa, estamos do mesmo lado!

O que acho mais incrível é que aqueles que creêm em Deus é que deveriam ser os autores de uma frase como: Hey, Deus existe! Então pare de se preocupar e vá curtir a vida!

Não é tão óbvio que o fato que nós deveríamos ser os lançadores dessa semente de paz? Mas ao contrário, por anos a fio lançamos correntes e barras de ferro. Somos os agentes que aprisionam! Não os agentes que libertam!

Assim, através dos nossos processos somos os agentes do medo e do terror. Não damos vida abundante, nós sugamos a pouca que existe!

E agora, mesmo em um processo de busca de liberdade, ficamos boquiabertos com o fato de Deus estar no mundo... agindo em todo o mundo e todo mundo. Assim, mesmo nós ainda não acreditamos mesmo nesse negócio de Deus fazer o que quiser através de quem quiser!

Assim, espero ainda chegar o dia em que eu possa dizer pra mim mesmo: Hey, Deus existe! Então, pare de ser preocupar e vá curtir a vida!

22 outubro 2008

Depois da Curva (Gessinger)

Link pra canção no youtube

"amanhã, talvez /esse vendaval faça algum sentido
dá pra se dizer /qualquer coisa sobre todo mundo

por hoje é só / vou deixar passar a ventania
talvez amanhã / vento, vela e velocidade
mar azul / céu azul sem nuvens
logo ali… depois da curva /ali, logo ali, ali… depois da curva
amanhã talvez / esse temporal saia do caminho
dá pra escrever / o papel aceita toda qualquer coisa
por hoje é só /vou deixar passar a tempestade
talvez amanhã / água pura e toda verdade
mar azul / céu azul sem nuvens

logo ali… depois da curva ali, logo ali, ali… depois da curva
ali, logo ali, ali… depois da curva
ali, logo ali / eu vi, eu vim, venci a curva"


A razão de eu postar essa canção aqui tem a ver com o fato de gostar dela. Outra razão é pelo fato de me identificar com ela. Afinal, minha vida atravessa o mesmo caminho.

Deixar tanto para trás e lançar fora fundamentos que hoje já não suportam nada, não é e nunca será fácil. Se livrar de tanta história e saber a diferença entre saudade e lembrança é um tarefa pra lá de complicada.

E me sinto assim... olhando para a curva e sabendo que há algo por lá.
Me sinto no meio do vendaval, ouvindo tudo e lendo tudo... afinal, dá pra se dizer toda e qualquer coisa.
Mas por hoje é só, vou deixar passar a ventania e amanhã, vento, vela e velocidade!

Mar azul.

21 outubro 2008

O leitor

“Os leitores extraem dos livros consoante o seu caráter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno"

Friedrich Nietzsche

Frase


"Quando eu era evangélico, pensava como evangélico, agia como evangélico...depois, deixei dessas coisas..."

Quintela

Para quem quiser me dar...

Acaba de sair a biografia oficial de um dos meus autores prediletos! Já li um monte de livros dele e só não tenho mais porque money que é good, nóis num have!

Mas deixo destacado dois:

Cem anos de solidão, que foi Nobel de Literatura. Um romance fantástico e cheio de enredos, um livro pesado, mas fabuloso! Não recomendo para leitura extensa, tem que ler de uma vez, pois são tantos personagens que se largar o livro 15 dias já não lembra mais quem é quem.


Memórias de minhas putas tristes, este sendo o último livro lançado pelo autor. Somos convidados a mergulhar na sua própria crise com a idade e o passar do tempo. Vemos um personagem velho e definhando, mas ainda sedento de amores que sabe não poder realizar. Não se assuste com o título, o livro é muito bom.

Eis a notícia:

Foi publicada nesta segunda-feira a primeira "biografia autorizada" do escritor colombiano Gabriel García Márques, vencedor do Nobel de Literatura. O anúncio foi feito pela editora Bloomsbury, responsável pela obra. O livro Gabriel García Márquez, A Life é fruto de entrevistas concedidas pelo escritor ao jornalista britânico Gerald Martin, autor da publicação, durante 15 anos. Martin, catedrático da disciplina Línguas Modernas da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, é considerado pelo escritor colombiano como seu biógrafo "oficial".

Segundo a Bloomsbury, Martin se esforçou para apresentar em seu livro "a tensão" na vida do romancista "entre a fama e a qualidade literária, entre a política e a literatura, entre o poder, a solidão e o amor".

16 outubro 2008

O Cristo do Sertão e a Idolatria

Bom, eu já tinha falado do Cristo do Sertão no post aí embaixo. Mas outro pensamento me veio e logo outro texto surgiu. Quero falar sobre a idolatria e identificação.

A primeira vez que estive no Nordeste foi numa viagem para Fortaleza, fui de ônibus conhecendo o sertão do Piauí e Ceará. Naquelas estradas ia conhecendo o povo, conversando com eles, observando seus costumes e divagando sobre como somos tantos povos sob uma mesma bandeira.

Gente simples, gente simpática, gente antipática, gente que roncava, gente que dormia, gente que chorava, gente que sorria. Eram gente.

E nós, os chamados protestantes ou evangélicos, apontamos este povo como idólatras porque quase todos traziam ao peito Nossa Senhora ou se agarravam ao santo que mais lhe agradava. Alguns chamavam a Padre Cícero, ou como lá é conhecido: Padim Ciço! Essa gente simples que vai pela vida com uma força que desconheço e ama seu povo e sua terra.

A esses eu tanto julgava! Mas conhecendo o Cristo do Sertão me bateu uma idéia. Uma dessas boas sabe?

Você já se sentiu envergonhado em um jantar chiquérrimo? Ou se sentiu um idiota com outras pessoas falando um idioma diferente ou mesmo um assunto tão profundo que não fazia o menor sentido para você? Já parou pra pensar que gente assim, tão simples, se sente assim na presença de Deus?

A Igreja Católica criou tantos ritos e suas catedrais se tornaram tão suntuosas que gente simples se sente pequena ali. Ali é a casa de Deus, mas não é a casa deles, a deles é de chão batido e cerquinha de graveto. (qualquer semelhança com os templos evangélicos não é coincidência... é reincidência... e burrice)

Aí, alguém cita que existiu um tal padre por ali e que fez milagres! Então, essa gente simples se identifica com aquele que foi gente como ele, viveu como ele e foi capaz de fazer milagre! Gente assim se identifica com uma mãe que obedeceu a Deus e agora, acha que Deus é um ser tão importante e inalcançável que pede o rogar desta mesma mãe a Deus, afinal, Deus é muito distante pra ele.

Quando chamam um santo, chamam alguém que era como nós!
Quando chamam uma santa, chamam alguém que obedeceu a Deus sem hesitar!
Quando chamam um padre, chamam alguém que amou aos outros mais que a si mesmo!
Assim, quando chamam qualquer um destes, é Aquele que responde. Afinal, foi Ele quem viveu, obedeceu, amou, morreu e realizou milagres!

Então, deixe de achar que um católico é idólatra porque chama um nome ou carrega uma imagem. Você não conhece o coração dele! Mas você sabe quem conhece!

Idólatra somos eu e você! Que mesmo sabendo que Jesus morreu por nós e nos deixou a herança do livre acesso ainda ficamos inventando coisas como libertação, óleos ungidos, orações fortes, unções de bichos e por aí vai! Nos enchemos de cargos e liturgias e assim, pisamos na Cruz!

Quando você coloca absolutamente qualquer coisa entre a Salvação de Cristo e você, o idólatra sou eu e você.

Deixe os pequeninos irem até Jesus e só. Não os impeçais!

E viva conforme Jesus viveu!

Lembra que ele não julgou?















Esse aí sou eu no Cristo do Sertão

O Cristo do Sertão


Em uma das cidades que visitei esta semana a trabalho tem uma obra que me chamou a atenção, trata-se do Cristo Crucificado na Serra do Periperi de autoria de Mário Cravo e a obra tem mais ou menos a minha idade: 27 anos.

O que me chama a atenção nesse Cristo é o fato de ele se parecer com o Nordeste. Este Cristo tem as marcas do sertão em seu rosto e a marca da seca e fome por todo o seu corpo, suas formas não são simétricas e belas, muito pelo contrário, soa desproporcional e até feio.

Mas não estou escrevendo para fazer um tratado sobre arte porque não é minha área. Mas escrevo pela intenção do artista de criar um Cristo que se parecesse com seu povo e claro, desabei na questão da devoção. A intenção de Mário Cravo era criar um Jesus que se parecesse com o Nordeste, algo com a cara do povo.

Mas porque criar um Jesus com cara do povo? Porque há séculos o Jesus pregado deixou de ser o Jesus da Cruz em Jerusalém! Há séculos Jesus e suas feições têm sido pasteurizados e moldados para que exerçam um papel, como se fosse um menino propaganda de algo. Os Jesuses que costumamos ver tem olhos azuis, barba lisa, cabelos sedosos e macios, sua pele é boa e suas roupas parecem cheirosas até da telinha.

O problema é que Jesus não era nada assim, nascido naquela região era impossível ter esse formato. Parecido com o Jim Caviezel??? Mas nunca que era parecido!

Mas o Cristo do Sertão não! Ele é diferente! Naquela cruz também leva a fome, leva a seca, leva as meninas que são usadas nas estradas, leva o sertanejo sem perspectiva morrendo a míngua, leva o descaso dos governantes, leva o sangrar calado dos jovens que vão morrendo nas ruas, leva a pobreza e a miséria do povo do sertão.

Um filme com um Jesus assim não faria sucesso! Porque não chamam o Fábio Assunção ou o Gianechini? Afinal, eles são mais bonitos né?

Mas o Jesus do Sertão parece dizer que realmente se importa com esse povo. O Jesus do Sertão realmente tomou sobre si os nossos pecados!

Mas talvez por isso o Cristo do Sertão não seja assim tão famoso... Não tem nada a ver com os Jesuses Superstar! Acho que poucos usariam uma correntinha com a imagem deste Cristo... é meio feio né?

E o pior é pensar que Jesus era assim comum... e nós? Nós somos um povo que se parece muito pouco com ele... inclusive pelo fato de ele sempre pensar nas pessoas... e nós não.


diabo? nem te conto amiga!!!

Gente, essa eu tinha que postar... hehehe... dei boas risadas sozinho aqui... sem preconceitos ok?

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E DEUS criou a mulher...

Houve harmonia no paraíso.
O diabo vendo isso, resolveu complicar...

Deus deu à mulher cabelos sedosos e esvoaçantes.
O diabo deu pontas duplas e ressecadas.

Deus deu à mulher seios firmes e bonitos.
O diabo os fez crescer e cair.

Deus deu à mulher um corpo esbelto e provocante.
O diabo inventou a celulite, as estrias, as rugas e o culote.

Deus deu a mulher músculos perfeitos.
E o diabo os fez ficar flácidos com o tempo.

Deus deu à mulher uma voz melodiosa.
O diabo a fez falar demais.

Deus deu à mulher um temperamento dócil.
E o diabo inventou a TPM.

Deus deu à mulher um andar elegante.
O diabo investiu no sapato de salto alto.

Então Deus deu à mulher infinita beleza interior.
E o diabo fez o homem perceber só o lado de fora.

Só pode haver uma explicação para isso:
O diabo é G A Y!

Via Pava

13 outubro 2008

Pouca Vogal


Pense num homem feliz!!!

Humberto Gessinger acaba de lançar um novo CD: Pouca Vogal.

Você encontra mais informações aqui.

fica a entrevista do cara!

Caramba, como eu gosto de ouvir esse cara. Já baixei o CD, depois comento mais:

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Oi. Isto é o que chamam de “release”.

Meu nome é Humberto Gessinger. Pouca Vogal é um duo que formei com Duca Leindecker. Venho dos Engenheiros do Hawaii, banda que montei em 1985 e com a qual, até 2008, lancei 18 discos e 5 DVDs.
Duca vem da banda Cidadão Quem, formada em 1990, com 7 discos e 1 DVD lançados. Também já lançou um disco solo, além de fazer trilhas para cinema e teatro.
Mais detalhes sobre nossas histórias podem ser encontrados nos sites www.engenheirosdohawaii.com.br e www.cidadaoquem.com.br.

Vamos ao que interessa. Por onde começo? Não sei… Escrevendo release sou um fracasso. Vou tentar outra forma. Que tal eu me entrevistar? Aí vai:

HG: Como vocês se encontraram?
AgAgê: É uma história antiga, da segunda metade do século passado. Ali por 85, eu encontrei na rua um moleque que tocava guitarra. Ele sabia que eu tinha comprado uma Fender Telecaster. Na época, não era fácil descolar instrumentos legais. O menino ficou de passar lá em casa pra conferir a guitarra. Fiquei chocado quando vi ele tocar. Tirou sons da minha guitarra que eu não imaginava que estivessem lá. Tocava demais! Técnica, estilo, emoção e o diabo a 4. Esse garoto era o Duca Leindecker.
Aperta a tecla FastForward… Em 2004, Duca me convidou para participar do CD/DVD Cidadão Quem No Theatro São Pedro. Tocamos Terra de Gigantes, uma canção que eu havia escrito e gravado com os EngHaw.
FF de novo. Em 2007, Duca me pediu uma música para o novo disco da Cidadão Quem. Havia uma da qual eu gostava muito e só não tinha gravado ainda por achar que faltava alguma coisa. Passei para o Duca, que matou a charada escrevendo um novo refrão. A música é A Força do Silêncio e está no disco 7.
Agora, com a coincidência da pausa de nossas bandas, partimos para o Pouca Vogal.

HG: Por que o nome Pouca Vogal?
AgAgê: É um chiste com nossos sobrenomes, Leindecker e Gessinger. Se quisermos fazer um pouco de sociologia de boteco, podemos falar de como as vogais vão rareando à medida em que descemos pelo mapa do Brasil. O frio vai aumentando, a vegetação fica mais tímida, o verde vai ficando mais parecido com o azul, as pessoas mais introspectivas. Imigrantes com suas consoantes. Ao mesmo tempo em que exageram, algo de verdadeiro guardam essas generalizações.
Pelo Aurélio, vogal é o fonema que se produz com o livre escapamento de ar pela boca. Consoante é o fonema que resulta do fechamento ou estreitamento de qualquer região acima da glote.




HG: Há outros músicos acompanhando vocês?
AgAgê: Não. Só nós 2. É um formato que sempre me fascinou. Seja um duo de violões clássicos como os irmãos Assad, uma dupla caipira como Pena Branca & Xavantinho, um lance pop como Simon & Garfunkel ou jazz como Larry Coryell & Philip Catherine, há algo especial quando duas pessoas estão tocando. Depois do solo, é o mínimo. Mas, nesse mínimo, pode rolar o máximo diálogo musical. Duca já fez trabalhos geniais em duos com Frank Solari e com Borghettinho.

HG: Quais instrumentos vocês usam?
AgAgê: Eu sigo nos instrumentos acústicos: violão, viola caipira, dobro, harmônicas, piano. Além da MIDI Pedalboard, que é um teclado que a gente toca com os pés. Duca toca guitarra, violões com afinações esquisitas e bombo legüero, um instrumento de percussão característico do pampa.
É bem intenso. Em momentos, eu toco violão, harmônica, faço baixos com os pés enquanto o Duca sola na guitarra e faz percussão. Tudo ao mesmo tempo. Geralmente, quando um artista chega à quilometragem em que chegamos, pensa em desfrutar do conforto de um repertório já conhecido e de vários bons músicos aparando arestas. Mas nós estamos vibrando em outras freqüências, definitivamente. Queremos sair da zona de conforto por achar que só tensa a corda vibra legal. A vida é mesmo muito curta pra ser pequena.

HG: Qual é o repertório?
AgAgê: A partir do dia 11 de setembro, 8 músicas inéditas estarão no site www.poucavogal.com.br. O pessoal vai poder baixar, não vamos cobrar nada, é free. Não estamos interessados em transformar esta atitude em um “assunto”. Nosso interesse nos intestinos da indústria cultural é próximo de nenhum. Nos shows, vamos tocar, além destas, algumas músicas dos Engenheiros do Hawaii e da Cidadão Quem.

HG: Quais são e como surgiram as músicas novas?
AgAgê: TENTENTENDER: a idéia me veio num vôo enquanto eu observava a sombra do avião rastejando lá embaixo. Mandei uma demo para o Duca e ele reescreveu a melodia do refrão.
DEPOIS DA CURVA e BREVE: Duca me mandou as músicas e eu escrevi as letras. A primeira fala da esperança de encontrar coisas melhores depois da curva, depois da chuva. Talvez, o amanhã colorido. A segunda é sobre a dificuldade e necessidade de unir firmeza e delicadeza na hora de cair fora. Quando ser bravo é ser breve, hay que endurecer, pero sin perder la ternura.
VÔO DO BESOURO e ALÉM DA MÁSCARA: escrevi as duas sozinho, mas já com o duo no horizonte. Dizem que o besouro tem o design menos apropriado para voar. Esta e outras contradições sempre me interessaram. Para além da máscara é que devemos olhar. Além do que é sentido, além do que é sabido.
NA PAZ E NA PRESSÃO: Duca escreveu numa dessas horas em que a gente quer gritar ou sussurrar ¡Tchau Radar!
PRA QUEM GOSTA DE NÓS: um nó nos prende ou nos leva na velocidade de uma milha marítima por hora. Um nó amarra o laço ou o lenço. Eu já tinha escrito há mais tempo, mas só agora cheguei ao arranjo certo. Mistura de viola caipira e guitarra hendrixiana. Pra quem gosta do nó que nos une, Pouca Vogal será um prato cheio.
POUCA VOGAL: escrevi um pouco para explicar o conceito, um pouco para falar da minha ida ao Rio de Janeiro e da volta à PoA. De lambuja, cita Piano Bar (uma canção dos EngHaw) e homenageia Kleiton & Kledir, que melhor souberam, até hoje, misturar regionalismo gaucho e música pop.

HG: Que tipo de reação vocês esperam dos fãs das bandas Engenheiros do Hawaii e Cidadão Quem?
AgAgê: Acho que o maior sinal de respeito de um artista em relação ao seu público é não pensar nele na hora em que cria. Eu não quero que os artistas dos quais eu gosto pensem em mim quando criam. Não quero que os políticos nos quais eu voto façam pesquisas pra saber como quero que eles falem e atuem. Fica parecendo um cão perseguindo o próprio rabo. Quero que eles tenham A Visão e corram o risco de encontrar ou não quem se interesse por ela.
Resumir todas as pessoas que gostam do teu trabalho num estereótipo de “fã” também me parece grosseiro. Cada fã é fã da sua forma, com suas particularidades. Cada um tem seu caminho, sua maneira de passear pela obra. Não gosto que me vejam como produto, por isso não penso neles como consumidores. Obviamente será maravilhoso se todos gostarem de tudo. Se os teatros estiverem todos lotados e as bocas todas sorrindo e pedindo bis. Caso esse mundo ideal não se concretize, estaremos tranqüilos por estar seguindo noss’A Visão.

HG: A banda Engenheiros do Hawaii acabou?
AgAgê: Não. Pretendo voltar quando o Duca encher o saco de mim.

HG: Cidadão Quem acabou?
AgAgê: Que eu saiba, não.

HG: Gostaria de dizer algo mais?
AgAgê: Não sei por que, gostaria de dar nossas datas e locais de nascimento.
Humberto Gessinger: Porto Alegre, 18:30h do dia 24 de dezembro de 1963.
Duca Leindecker: Porto Alegre, 10:30h do dia 5 de abril de 1970.

Porto Alegre, setembro 2008

Geração Algodão Doce

Vou colocar apenas o início do texto aqui... se quiser ler mais, por favor, clique no link.

Eu concordo em gênero, número e grau!

Sou um admirador da hombridade antiga e ainda praticante. Mas infelizmente, não é uma característica tão valorizada assim nos dias de hoje. Mas sigo firme.

Segue:

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Muitas vezes me parece que a geração de papai e mamãe foi melhor do que a minha e do que a de seus pais.

Recordei ainda que quando eu era menino as pessoas morriam por muitas razões. Quase tudo matava. A idade média do amazonense nos anos 50 era de pouco mais de trinta anos de idade. Hoje a idade média no Amazonas beira os 70 anos.

Um jovem de trinta anos hoje, que muitas vezes não casou e não saiu de casa, ainda que trabalhe, sente-se um menino, enquanto, a mesma pessoa, 50 anos antes, sentir-se-ia esmagado por responsabilidades, e preocupava-se com a aposentadoria mais do que com lazer, viagens ou aquisições.

É uma pena que tal “longevidade” não se faça acompanhar do carnegão que antes existia nas pessoas.

Hoje todos são muito fracos e imaturos. As exceções, em geral, acontecem apenas entre os mais pobres. No entanto, falando do todo, o que se tem é que esta geração é fraca.

Sim! Sabem muita coisa, mas são insensatos. Fazem muitas coisas, mas realizam quase nada. Pensam em dinheiro, depois em ter filhos. Antes se pensava em ter filhos, e, então, se corria atrás do dinheiro. Se houvesse alguma separação conjugal, coisa muito rara, a mulher e os filhos tinham prioridade em tudo. Não era uma questão de leis, mas de honradez. Hoje se discute na justiça. Têm-se leis, mas não se tem humanidade.


continua

Eu sou assim. Sem Culpas.

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.

Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas.

Também recebo afluentes e com eles me transformo. O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber.

O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.

Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis. Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.

Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só.

Eu sou assim. Sem culpas.

Padre Fábio de Melo

Salve Salve Pava

Armando o Próximo

Meus amigos que me lêem, se tenho algum medo sobre o movimento do Caminho da Graça, ei-lo:

A(r)mando ao próximo

Como bem sabemos, muitos são os modos de se armar ao próximo. Agora, no entanto, falarei sobre um tipo específico de armação, ocorrida especialmente em algumas comunidades cristãs ditas alternativas.
Em tempos de internet, aldeia global, tribalizações e afins, surgem as mais diferentes igrejas para os mais diferentes estilos. Cada uma delas, em geral, tentando abarcar parcelas da população que até então haviam sido deixadas de lado pelas igrejas tradicionais - ou, no mínimo, que sofriam algum tipo de discriminação ao tentar fazer parte da membresia.
Assim, com uma proposta inovadora, no sentido de abrir-se aos até então excluídos, muitas destas igrejas cresceram e se espalharam pelo país. Alicerçados sobre o princípio de não fazer acepção de pessoas, tais comunidades representaram um refúgio àqueles eternos “deslocados”, de modo que a forte identificação ocorrida entre eles resultou num maior fortalecimento e especificação do grupo enquanto tal.
No entanto, se, por um lado, tais comunidades se caracterizavam pela inclusividade ao voltarem-se para os excluídos, por outro, tornavam-se exclusivistas, priorizando “os excluídos” sobre os demais. Em outras palavras, todos e especialmente os “deslocados” eram bem-vindos. Até então, nada de mais, afinal, sempre que se elegem alguns aspectos, coisas ou pessoas, outros tantos aspectos, coisas ou pessoas ficam de fora.
Curiosamente, porém, pelo fato de algumas destas comunidades terem uma identidade tão específica, tão determinada, enfatizando tanto a não acepção daquele tipo específico de pessoas, um outro modo de exclusão começou a acontecer. Em lugar de se priorizar um tipo determinado de pessoas, acompanhando-as, cuidando-as, crescendo com elas, passou-se a priorizar o tipo determinado da pessoa. Ou seja, a pessoa seria acompanhada, cuidada e se cresceria com ela não por um tempo indefinido, mas somente pelo tempo em que ela permanecesse fiel ao estilo do grupo. A partir do momento em que ela começasse a mudar, a compreender as coisas de um outro modo, e, conseqüentemente, a agir de um outro modo, pronto, sua exclusão torna-se-ia apenas uma questão de tempo. Exclusão essa muitas vezes hipocritamente denominada “auto-exclusão”.
Comunidades assim dão provas de sua imaturidade e de sua estreiteza, reduzindo o Reino, que deve poder alcançar todas as pessoas - já que as boas-novas são para todos - , a um pequeno grupo de eleitos. Comunidades assim mostram como uma boa intenção inicial (incluir especificamente os excluídos) pode ter desdobramentos nefastos, excluindo aquele que não mais se entende como um excluído. Comunidades assim são incapazes de compreender a vida e o existir humanos como processo, como algo sempre em transformação, por grande ou pequena que seja.
O “diferente”, o “deslocado” que tantas vezes foi banido, deixado de lado, torna-se agora aquele que abandona, que voltas as costas àquele que ousa não ser mais igual a ele. No final das contas, a comunidade oriunda do sofrimento e da exclusão dos demais grupos acaba impingindo o mesmo sofrimento e exclusão que tanto condenou sobre todos aqueles que, por sorte ou azar, acabaram mudando. E se isso não é fazer acepção de pessoas, então eu já não sei mais o que é; se isso não é um triste modo de se armar ao próximo, então é melhor que nem se tente amá-lo.




Recebi por email sem o autor... por favor, o autor me perdoe... o crédito é todo seu!

10 outubro 2008

07 outubro 2008

Fui em 1º Turno

Hehehehe.... essa eu gostei... Dá-lhe Jasiel

01 outubro 2008

Rááááááá

Aproveito para incluir no pacote toda a doutrina da libertação que assola o Brasil:

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CRISTÃOS FUNDAMENTALISTAS são os que acreditam que as sagradas escrituras foram ditadas diretamente por Deus e que, por isso, tudo o que nelas está escrito é sagrado, verdadeiro e deve ser obrigatoriamente obedecido para sempre. A verdade divina está fora do tempo. Aquilo que Deus comandava há 3.000 anos é válido para hoje e para todos os tempos futuros.

Digo isso a propósito de uma carta dirigida a Laura Schlessinger, conhecida locutora de rádio nos Estados Unidos que tem um desses programas interativos que dá respostas e conselhos aos ouvintes que a chamam ao telefone. Recentemente, perguntada sobre a homossexualidade, a locutora disse que se trata de uma abominação, pois assim a Bíblia o afirma no livro de Levítico 18:22. Um ouvinte escreveu-lhe então uma carta que vou transcrever:

"Querida doutora Laura, muito obrigado por se esforçar tanto pra educar as pessoas segundo a lei de Deus. (...) Mas, de qualquer forma, necessito de alguns conselhos adicionais de sua parte a respeito de outras leis bíblicas e sobre a forma de cumpri-las: gostaria de vender minha filha como serva, tal como o indica o livro de Êxodo 21:7. Nos tempos em que vivemos, na sua opinião, qual seria o preço adequado?

O livro de Levítico 25:44 estabelece que posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, desde que não sejam adquiridos de países vizinhos. Um amigo meu afirma que isso só se aplica aos mexicanos, mas não aos canadenses. Será que a senhora poderia esclarecer esse ponto? Por que não posso possuir canadenses?

Sei que não estou autorizado a ter qualquer contato com mulher alguma no seu período de impureza menstrual (Levítico 18:19, 20:18 etc.). O problema que se me coloca é o seguinte: como posso saber se as mulheres estão menstruadas ou não? Tenho tentado perguntar-lhes, mas muitas mulheres são tímidas e outras se sentem ofendidas.

Tenho um vizinho que insiste em trabalhar no sábado. O livro de Êxodo 35:2 claramente estabelece que quem trabalha aos sábados deve receber a pena de morte. Isso quer dizer que eu, pessoalmente, sou obrigado a matá-lo? Será que a senhora poderia, de alguma maneira, aliviar-me dessa obrigação aborrecida?

No livro de Levítico 21:18-21 está estabelecido que uma pessoa não pode se aproximar do altar de Deus se tiver algum defeito na vista. Preciso confessar que eu preciso de óculos para ver. Minha acuidade visual tem de ser 100% para que eu me aproxime do altar de Deus?

Eu sei, graças a Levítico 11:6-8, que quem tocar a pele de um porco morto fica impuro. Acontece que adoro jogar futebol americano, cujas bolas são feitas de pele de porco. Será que me será permitido continuar a jogar futebol americano se usar luvas?

Meu tio tem um sítio. Deixa de cumprir o que diz Levítico 19:19, pois que planta dois tipos diferentes de semente ao mesmo campo, e também deixa de cumprir a sua mulher, que usa roupas de dois tecidos diferentes -a saber, algodão e poliéster. Será que é necessário levar a cabo o complicado procedimento de reunir todas as pessoas da vila para apedrejá-la? Não poderíamos queimá-la numa reunião privada?

Sei que a senhora estudou esses assuntos com grande profundidade de forma que confio plenamente na sua ajuda. Obrigado de novo por recordar-nos que a palavra de Deus é eterna e imutável".

Rubem Alves, na Folha de S.Paulo.


Valha-me São Pavarini